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Intelectual falecida em Brasília tinha filho com antropólogo acreano

Por Marina, ContilNet Fonte: Tião Maia, ContilNet 03/03/2025 às 12:26

A professora Maria Francisca Pinheiro Coelho, aposentada da UnB (Universidade de Brasília), que faleceu nesta segunda-feira (3), na Capital Federal, aos 77 anos, tinha um filho com o antropólogo e indigenista acreano Terry Vale de Aquino, com Francisco Aquino, de 41 anos.

Intelectual falecida em Brasília tinha filho com antropólogo acreano. Foto: Reprodução

Os dois namoraram ainda na juventude, antes de o antropólogo retornar ao Acre para iniciar o trabalho que iria revolucionar a causa indígena no estado.

Amigos e familiares informaram que a professora e o antropólogo vinham conversando com frequência nos últimos meses e que o casal estava cogitando a se reencontra e a viver juntos.

Terry Aquino, a propósito, já está em Brasília, para o velório, que ocorrerá na quarta-feira (5), na sede da Associação dos Docentes da Universidade de Brasília (ADUnB), no campus da universidade.

Maria Francisca e Terry Vale de Aquino namoraram ainda na juventude, antes do antropólogo retornar ao Acre. Foto: Reprodução

O sepultamento será à tarde, no Campo da Esperança, em Brasília. Maria Francisca Pinheiro Coelho era irmã da ex-deputada federal Maria Laura (PT) e deixa, além de Francisco Aquino, um segundo filho, fruto do relacionamento com o jornalista Paulo Fona, além de dois netos, Melinda e Raian.

Formada em ciências sociais, Maria Francisca, conhecida como Loura, fez mestrado e doutorado pela UnB, foi presidente da Associação dos Docentes da universidade, assessora do Conselho de Reitores das Universidades Brasileiras, do Ministério da Educação e Cultura e do Ministério do Desenvolvimento Social, e ajudou na fundação do Partido dos Trabalhadores (PT) nacional e no Distrito Federal, em Brasília.

Militante estudantil, “Loura” foi presa no Congresso da União Nacional dos Estudantes (UNE) em Ibiuna, em 1968. Militou na clandestinidade no grupo trotskista “Trabalho” e cumpriu pena no Presídio Feminino do estado de Ceará por dois anos.

Loura deixa uma vasta produção literária, como a biografia do seu colega de movimento estudantil na Universidade Federal do Ceará, José Genoíno, escolhas políticas (1990), Política, Ciência e Cultura em Max Weber e diversas outras produções que contribuem para a educação.

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