A deputada federal Meire Serafim usou as redes sociais para negar informações que circulam na internet sobre suposto voto contra redução da escala 6×1. Segundo a parlamentar, publicações estariam espalhando “fake news” ao afirmar que ela teria se posicionado contra a pauta.
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Em vĂdeo publicado nesta semana, Meire afirmou que nunca houve votação sobre o tema e explicou que a polĂŞmica começou apĂłs um erro envolvendo a interpretação de um documento.
De acordo com a deputada, uma assinatura teria sido feita de forma indevida, mas isso não representaria sua posição sobre a proposta. Ela destacou que decidiu se pronunciar publicamente para evitar desinformação.
“EstĂŁo espalhando fake news dizendo que eu votei contra os trabalhadores. Isso nĂŁo Ă© verdade. O que aconteceu foi um equĂvoco na interpretação de um documento, que acabou resultando em uma assinatura indevida”, explicou.
A parlamentar tambĂ©m afirmou que apoia o debate sobre mudanças na escala de trabalho 6×1, modelo em que o trabalhador atua seis dias e folga apenas um. Meire lembrou que foi uma das primeiras deputadas a assinar a proposta apresentada pela deputada Erika Hilton.
“Quem acompanha minha trajetĂłria sabe: sempre estive ao lado dos trabalhadores e das trabalhadoras. Inclusive, fui uma das primeiras deputadas a assinar a PEC 6×1, de autoria da deputada Erika Hilton, porque acredito nesse debate e defendo esse direito”, ressaltou.
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A deputada federal Erika Hilton (PSol-SP) disse nesta quarta-feira (20) que o governo não irá negociar emendas apresentadas por partidos de oposição para alterar a PEC do fim da escala 6×1 que resultem em aumento da jornada de trabalho.
“O governo vai dar aquilo que cabe para ser dado. Esse tipo de compensação, desoneração da folha, não há espaço para este tipo de negociação. Não haverá nenhuma entrega a mais além da necessária que é dar ao trabalhador brasileiro um dia a mais de descanso”, disse a deputada no programa Alô Alô Brasil, apresentado por José Luiz Datena, na Rádio Nacional.
“O pequeno empreendedor, o pequeno empresário, não é aquele que está fazendo todo esse espetáculo [da alteração da PEC], não é ele que está ligado a esses deputados que querem apresentar transição em dez anos, que querem aumentar a carga trabalhista para 52 horas,” acrescentou.
Para Erika, questões especĂficas podem ser acordadas para garantir uma transição sem grandes problemas.
“É possĂvel trabalhar algum tipo de isenção tributária, defender e fortalecer as convenções coletivas. O Projeto de Lei virá para dar uma regulamentada e entender as particularidades dos setores e garantir que a transição da jornada nĂŁo traga nenhum tipo de prejuĂzo”.

