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Primeiro caso do moko da bananeira é confirmado em cidade no Acre

Por Maria Fernanda Arival, ContilNet 26/05/2026 às 11:55

Doença é altamente agressiva e pode destruir plantações inteiras, causando amarelecimento e murcha das folhas, além do apodrecimento dos frutos em todas as variedades de banana/Foto: Samuel Costa/Secom Feijó

O Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Acre (Idaf) confirmou o primeiro caso de moko da bananeira no município de Feijó, na comunidade Seringal Nova Sorte, às margens do Rio Envira. A doença é considerada uma das mais destrutivas da bananicultura.

A confirmação do moko da bananeira acendeu o alerta entre produtores rurais e autoridades sanitárias do estado. A presença da praga quarentenária, causada pela bactéria Ralstonia solanacearum raça 2, foi confirmada após análise realizada pelo Laboratório Federal de Defesa Agropecuária (LFDA/GO), vinculado ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), após atendimento a uma notificação feita por produtores locais.

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De acordo com o Idaf, a doença é altamente agressiva e pode destruir plantações inteiras, causando amarelecimento e murcha das folhas, além de apodrecer os frutos em todas as variedades da banana.

Após a confirmação do caso, o Idaf iniciou, ainda em maio, uma força-tarefa emergencial para conter o avanço da doença. As equipes técnicas estão realizando monitoramento intensivo, eliminação das plantas infectadas e orientação sanitária aos agricultores da região afetada. Para chegar até as comunidades rurais, os servidores enfrentam longas viagens pelo Rio Envira e acessos de difícil deslocamento. A operação busca impedir que a bactéria se espalhe para outras propriedades rurais do município.

Além das ações de contenção, o Instituto também realiza o monitoramento em um raio de cinco quilômetros ao redor da área afetada para identificar possíveis novos focos da doença e agir rapidamente no controle da disseminação.

Ainda não há confirmação sobre como a bactéria chegou à comunidade. No entanto, o Idaf alerta que a disseminação pode ocorrer por meio de ferramentas e calçados contaminados, contato entre raízes infectadas, solo contaminado, água e até por insetos, como as abelhas arapuás.

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