Os Estados Unidos ampliaram nesta semana a lista de organizações classificadas como terroristas estrangeiras e passaram a incluir oficialmente facções brasileiras como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) no monitoramento internacional. A decisão reacendeu o debate sobre quais grupos são considerados terroristas pelo governo norte-americano ao redor do mundo.
A classificação é feita pelo Departamento de Estado dos EUA e permite aplicação de sanções financeiras, bloqueios internacionais, congelamento de bens e cooperação entre agências de segurança internacionais.
Atualmente, a lista reúne grupos armados, facções criminosas, cartéis e organizações extremistas espalhadas por diferentes regiões do planeta.
Entre as organizações mais conhecidas classificadas como terroristas pelos EUA estão:
• Estado Islâmico (ISIS) — grupo extremista surgido no Oriente Médio, responsável por atentados em vários países;
• Al-Qaeda — organização fundada por Osama bin Laden e ligada aos ataques de 11 de setembro de 2001;
• Hamas — grupo palestino que atua na Faixa de Gaza e mantém conflito com Israel;
• Hezbollah — organização armada libanesa apoiada pelo Irã;
• Boko Haram — grupo extremista da Nigéria conhecido por massacres e sequestros;
• Talibã — movimento islâmico que voltou ao poder no Afeganistão;
• Tren de Aragua — facção venezuelana ligada ao tráfico internacional e à violência armada;
• Cartel de los Soles — suposta organização associada a membros das Forças Armadas venezuelanas;
• PCC e Comando Vermelho — facções brasileiras envolvidas em tráfico de drogas, armas e expansão internacional do crime organizado.
Segundo autoridades norte-americanas, o enquadramento ocorre quando os grupos apresentam ameaça à segurança internacional, ligação com violência sistemática, financiamento ilegal ou atuação transnacional.
A inclusão de facções criminosas latino-americanas marca uma mudança de estratégia dos EUA, que passaram a tratar grandes organizações do narcotráfico e do crime organizado com mecanismos semelhantes aos usados contra grupos extremistas.
Especialistas avaliam que essa classificação pode aumentar a pressão internacional sobre integrantes dessas facções, dificultar movimentações financeiras e ampliar acordos de cooperação policial entre países.



