Após polêmica entre MP e governo, estudo pode provar inexistência de aquífero

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O cabo de guerra que colocou em rota de colisão membros do Ministério Público Estadual (MPE) e do governo em torno da construção do conjunto habitacional Cidade do Povo, em 2011, pode chegar a um desfecho exótico. Tudo porque o principal motivo para o conflito, o aquífero localizado no Segundo Distrito de Rio Branco, pode nem mesmo existir.

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Estudos em fase de conclusão apontam que não existe a grande reserva de água potável naquela região, como vem sendo propagado nos últimos anos no Estado. Foi o que afirmou o governador Tião Viana em seu discurso nesta sexta-feira (31) em evento no MPE.

Ele citou o caso como exemplo de bom funcionamento das instituições no sistema democrático, com cada parte fazendo cumprir suas funções constitucionais. “Tivemos grandes conflitos sobre o aquífero e esse aquífero criou enormes divergências entre o Ministério Público e políticas do Executivo. Agora, há dois meses, nós estamos em fase de confirmação de que o aquífero não existe”, afirmou o governador.

O embate levou o Palácio Rio Branco a denunciar os promotores que pediram o embargo da obra ao Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP). O MPE era contra a construção do conjunto habitacional, com previsão de contar com 10 mil casas, por provocar possíveis contaminações do aquífero pelo esgoto gerado produzido na Cidade do Povo, principal vitrine eleitoral de Tião nas campanhas de 2010 e 2014.

“Eu não posso dizer que o Ministério Público estava errado quando questionou [a construção da Cidade do Povo], estava certo. Mas eu também estava certo quando defendi dentro das atribuições do Executivo, e agora estamos numa fase de entendimento”, disse Tião Viana.

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