Rio Branco, Acre,


Esposa de sindicalista relata momentos de terror durante sequestro do marido e o filho

Nesta quinta-feira (16), amigos de Batistela começaram a pedir ajuda ataés das redes sociais

desaparecido
Edmar Batistela, presidente do Sindicato dos Bancários do Acre

Na noite desta quarta-feira (15), após deixar sua residência em uma caminhonete, placa NXR 2987, para buscar o filho em uma festa de adolescente, o presidente do Sindicato dos Bancários do Acre, Edmar Batistela, não retornou à sua residência.

Depois de esperar por algum tempo a volta do marido e do filho, a esposa do bancário, Emelyn Daniela, começou a telefonar para as pessoas que estiveram na festa à procura dos dois. Logo recebeu a confirmação de que o marido teria saído do local acompanhado do filho. Ela esperou mais algum tempo, e tomada pela angústia e aflição, telefonou para a polícia e pediu ajuda.

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Nesta quinta-feira Batistela foi encontrado junto om o filho. Ele contou a polícia que foi sequestrado logo que chegou a sua residência, localizada no loteamento Santo Afonso. Rendido por quatro homens armados, ele foi levado junto com o filho para a Vila Campinas, onde foram amarrados e vendados com as próprias camisetas.

Veja mais: Presidente do Sindicato dos Bancários e filho são vítimas de sequestro em Rio Branco

A esposa de Batistela enviou mensagem aos amigos agradecendo pelo apoio que teve nos momentos difíceis e relatando todo o sofrimento do marido e do filho, durante as horas em que estiveram reféns dos bandidos.

Veja o relato Emelym, esposa de Batistela:

“Quero aqui agradecer imensamente a cada um que ajudou a mim e minha família, de alguma forma, nesse momento de muita angústia; em pensamento, em oração, em sofrimento, e especialmente, aos que estiveram comigo na minha casa e delegacia até o momento eu que eu revi meu esposo e meu filho: Susie, João Paulo, Duciana, Kariny. Eles haviam sido sequestrados mesmo, assim como o meu coração dizia. Segundo meu marido, 4 homens armados renderam eles em frente à nossa casa no momento em que eles estavam chegando, sairam de um matagal em frente à minha casa (também o que não faltam são terrenos abandonados no Residencial Santo Afonso). Não deu tempo do meu filho, que já estava fora do carro, abrir o portão para entrar em casa e renderam eles e meu filho foi colocado no carro. Às vezes, até agradeço por não ter dado tempo, porque eles todos poderiam entrar em nossa casa e temos outras 2 filhas adolescentes. Meu esposo disse ainda, que foram levados (vendados e amarrados com as próprias camisetas, que foram rasgadas para isso) à uma colônia abandonada na Vila Campinas, lá viveram momentos de horror, pois a eles diziam que tinham pessoas deles na minha casa comigo e nossas filhas, que tinham matado nossos cachorros. Imagino o sofrimento deles ao saberem de coisas horríveis como essas. Também queriam dinheiro, mas meu marido só tinha 8 reais na carteira., falavam o tempo todo no celular. Também diziam que iriam matá-los, e meu esposo foi tentando convesar. Eles estavam usando maconha e por um momento, quando só tinham 2 com eles, meu marido pensou em reagir. Graças a Deus que não fez. Chegou um momento em que outros chegaram à casa, até de moto. As mãos do meu marido estão bem inchadas e avermelhadas, e ele acha que foi devido à forma apertada de como foi amarrado. Eles diziam que queriam sacar dinheiro no amanhecer de dia e meu marido dizia que só iria com nosso filho, eles diziam que ele ficaria. Chegaram a colocar meu esposo ao telefone com um outro deles. E assim foi, até o momento em que deixaram eles 2 vendados e amarrados em um ramal na Vila Campinas, mas diziam que não era pra fugir porque tinha um lá. Quando o Edmar percebeu que não tinha ninguém, soltou meu filho e meu filho o soltou e andaram em direção aos barulhos dos carros, pois imaginavam que era a BR. Lá conseguiram carona num caminhão e ficaram na Polícia Rodoviária Federal, de lá ele me ligou pedindo pra ir buscá-los. Nessa hora eu ainda estava na delegacia com meus amigos. Graças a Deus, ao empenho e oração de todos eles estão bem. Levaram todos os documentos cartões, os celulares, notebook, aliança de casamento e a caminhonete. Nada disso nos importa, só eles estarem bem já me basta! Muito obrigada mesmo! Doutora Nazareth, a Susie transmitiu sua sua mensagem de carinho. Muito obrigada! Tantas pessoas entraram em contato comigo que eu nem conhecia, vemos nesses momentos o quanto temos solidariedade uns pelos outros, tenho fé de que o nem tudo está perdido. Só posso agora é agradecer primeiramente a Deus e a [email protected] vcs! As nossas vidas Graças deus continuam.”

 

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