Presidente de Portugal defende na ONU política para refugiados

President Marcelo Rebelo De Sousa of Portugal speaks during a high-level meeting on addressing large movements of refugees and migrants at the United Nations General Assembly in Manhattan, New York, U.S., September 19, 2016. REUTERS/Lucas Jackson

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O presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa,  falará hoje (20) na Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova Iorque, sobre refugiados e alterações climáticas. O pronunciamento –  no debate anual entre chefes de Estado e de Governo dos 193 estados-membros – está previsto para às 16h30 (horário local).

O presidente português afirmou ontem (19), em entrevista à rádio ONU, que está “muito feliz por sentir que há unanimidade na sociedade portuguesa, da esquerda à direita, quanto ao acolhimento de refugiados em Portugal. Em todo o país não há resistência, nem política, nem doutrinária, havendo, sim, um consenso em relação à vinda de refugiados para Portugal”.

Rebelo de Sousa disse ainda que Portugal defende a necessidade de intervir nos países de origem dos refugiados e de acolher primeiro e integrar plenamente depois, sendo que Portugal faz isso “como quem respira”.

A 71ª sessão da Assembleia Geral da ONU, que se estende até a próxima quinta-feira (22), acontece a um mês da data prevista para o fim do processo de escolha do novo secretário-geral da ONU, cargo ao qual o antigo primeiro-ministro português, Antonio Guterres, é um dos candidatos. Para Rebelo de Sousa, a candidatura de Guterres representa a criação de pontes e diálogo entre os países.

Declaração de Nova York

Líderes de todo o mundo estão reunidos na Assembleia Geral da ONU para adotar uma nova declaração que expresse vontade política de proteger os direitos de refugiados e migrantes, salvar vidas e compartilhar responsabilidades diante dos grandes movimentos de pessoas em escala global.

Ao adotar a Declaração de Nova York, os estados-membros se comprometerão a iniciar negociações que levem à adoção de um pacto global para uma migração segura, ordenada e regular em 2018. O documento prevê ainda o estabelecimento de diretrizes sobre o tratamento de migrantes em situação de vulnerabilidade, assim como uma maior corresponsabilidade no acolhimento aos refugiados do mundo, adotando um pacto global.

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