
Viviane Ramos tem 33 anos e desfila como passista há 17 (Foto: Rodrigo Gorosito/G1)
Há 17 anos como passista, Viviane Ramos mostra que samba no pĂ© Ă© assunto de seu domĂnio. Na Portela há seis carnavais, ela tambĂ©m faz parte do grupo de mulatas-show da escola, que viaja fazendo apresentações.
Com o tema ‘”Belezas do Rio’, o G1 levou as musas, destaques e passistas das escolas para posarem em pontos da cidade que foram revitalizados ou inaugurados nos Ăşltimos anos. Confira os bastidores do ensaio no vĂdeo. Veja aqui os ensaios das outras escolas.
“Começou como um hobby, depois fui gostando. Já conheci a Argentina, Angola e vários outros lugares como mulata”, conta Viviane, que posou no Aquário Marinho do Rio de Janeiro (AquaRio), na Porto Maravilha.
Diferentemente de muitas musas e passistas, Viviane nĂŁo Ă© rata de academia. Para manter o corpo em forma, ela se dedica exclusivamente Ă rotina de dona de casa.
“Cuido da minha mĂŁe e do meu filho de 11 anos, fico muito cansada. A rotina de domĂ©stica intensifica o corpo, pego muito peso ao transportar minha mĂŁe.”
Viviane tambĂ©m conta que nĂŁo faz questĂŁo de fazer dietas. “Minha vontade de comer Ă© maior que a vontade de malhar ou ficar sarada”. Ela já foi recordista de salto triplo e salto em distância.
Entre as dificuldades de ser passista, Viviane ressalta a importância de ter que estar sempre bonita. “Tem que estar sempre maquiada, bem vestida. Quanto mais a roupa for bonita, mais trabalho vocĂŞ faz. Muitas vezes, Ă© difĂcil se manter.”
Com a chegada de Bianca Monteiro ao posto de rainha de bateria, Viviane viu um sonho seu mais perto da realidade.
“Toda passista almeja subir um degrau. Se um dia puder sair de musa ou rainha, vai ser uma honra. A Bianca era passista e mostrou que merecia o posto de rainha. Todas nĂłs ficamos muito felizes, criou boas expectativas nas passistas.”
A Portela traz um enredo que fala de rios. Em trĂŞs das seis alegorias, a água estará presente. Mas, para Viviane, quanto mais longe da água ela estiver, melhor. “Sou medrosa, nĂŁo entro em mar. perdi meu pai afogado no mar há 24 anos. Ele estava pescando. Demorou dois dias para acharem o corpo dele. Respeito mesmo o mar, sĂł entro na beirinha.”
Nas horas vagas, a passista revela que adora atacar um doce. “Sobrou pĂŁo, faço rabanada. Todo dia eu quero inventar de fazer um doce. Sou uma verdadeira formiguinha.”
Mesmo atacando as guloseimas, Vivi nĂŁo teme engordar. “NĂŁo tenho paciĂŞncia para malhar. Da Ăşltima vez, me matriculei na academia, tirei aquela famosa foto do espelho e depois nunca mais voltei.”

