Pai vĂȘ mensagens que pedĂłfilo mandava para menina de 9 anos e vai a encontro

Por G1 24/05/2017 Atualizado: hĂĄ 9 anos

Mensagens de assédio encaminhadas por um homem de 47 anos a uma menina de 9 foram descobertas pelo pai dela, que avisou a polícia e compareceu, junto com os policiais, a um encontro que o suspeito havia marcado com a vítima nesta terça-feira (23) em Vårzea Grande, região metropolitana de Cuiabå (MT). O homem foi preso em flagrante.

Segundo o delegado Clåudio Alvarez, da Polícia Civil, o suspeito confessou que sabia que a vítima era uma criança e assumiu a autoria das mensagens enviadas à menina pelo WhatsApp.

“O pai procurou a delegacia sem saber o que fazer, afirmando que a filha iria se encontrar com um homem mais velho, que a levaria para um motel. O estupro foi impedido no Ășltimo momento”, afirmou o delegado.

Pai vĂȘ mensagens que pedĂłfilo mandava para menina de 9 anos e vai a encontro

Em mensagem, homem pede que menina tire foto sem roupa (Foto: Polícia Civil-MT/ Divulgação)

O homem começou a conversar com a menina pelo bate-papo do Facebook. Ele pediu o nĂșmero de telefone dela e, a partir do dia 1° de maio, os dois trocaram mensagens. Ele conduzia os assuntos, sempre a assediando. Algumas vezes pediu que ela enviasse imagens dela sem roupas.

Ele também insistiu para se encontrar pessoalmente, pediu que ela tomasse um anticoncepcional da mãe dela antes do encontro e que comparecesse ao local combinado sem calcinha.

Nas conversas, que foram disponibilizadas pela polĂ­cia, o homem pedia que a menina nĂŁo deixasse que a mĂŁe dela visse as mensagens no celular.

O encontro foi marcado em um local prĂłximo Ă  casa da vĂ­tima. Ele a aguardava em um carro quando a polĂ­cia chegou e o surpreendeu.

Mais vĂ­timas

De acordo com o delegado, a suspeita Ă© que criança nĂŁo tenha sido a Ășnica vĂ­tima desse homem. NĂŁo se descarta a possibilidade de ele jĂĄ ter cometido, de fato, um estupro. O delegado contou que no celular do suspeito foram encontradas conversas com mais de 20 menores de idade. O aparelho serĂĄ enviado para a perĂ­cia – hĂĄ a suspeita de que ele tenha apagado imagens do celular.

“Ele apagou algumas fotos do celular, provavelmente de crianças nuas. As vĂ­timas eram escolhidas pelo Facebook, onde ele pedia o nĂșmero de WhatsApp para enviar fotos e mensagens de teor sexual”, contou ClĂĄudio Alvarez.

Para o delegado, os pais devem fiscalizar conversas e redes sociais dos filhos para que esse tipo de situação possa ser impedida antes que o pior aconteça. “A pedofilia, infelizmente, Ă© uma realidade e acontece todos os dias. O diĂĄlogo precisa ser aberto, a conversa sobre sexo nĂŁo pode ser tabu. A criança precisa conhecer os riscos”, analisou.

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