Rio Branco, Acre,





Homem que sofreu acidente, bateu a cabeça e desmaiou diz que teve atendimento negado pelo Samu


Iracemo procurou sua irmã já na madrugada, reclamando de fortes dores na barriga, vômitos excessivos e dificuldades de locomoção

SAIMO MARTINS, DO CONTILNET

Iracemo Rodrigues de Souza, de 57 anos, morador do bairro Mocinha Magalhães, sofreu um acidente doméstico na tarde de terça-feira (15), por volta das 18 horas, em Rio Branco. O homem bateu a cabeça e o estômago na calçada de concreto que dá acesso à sua residência e desmaiou com o impacto. No entanto, na madrugada, desta quarta-feira (16), Rodrigues passou mal e diz que, ao procurar teve atendimento negado pelos profissionais do Samu.

“Ele chegou e foi direto para o quarto, não quis se alimentar por causa das dores e horas depois vomitou bastante. Fomos dormir e pedi a ele que se caso passasse mal no decorrer da noite, me chamasse”, explicou Maria Francisca Rodrigues, irmã da vítima.

Iracemo procurou sua irmã já na madrugada, reclamando de fortes dores na barriga, vômitos excessivos e dificuldades de locomoção, ao perceber a situação, Maria se desesperou e afirma ter ligado para o Serviço Móvel de Urgência e Emergência de Rio Branco (Samu). Como resposta, o médico teria dito para ela medicar o homem em casa e se, quisesse ir ao hospital, fosse em veículo particular. “Eu liguei e expliquei o caso, a mulher não deu a minima e ainda desligou o telefone na minha cara, mandou eu ir de carro”, declarou.

Homem teve que ser levado em carro particular/Foto: arquivo pessoal

“Já pensou se ele piora e morre em casa? Nem remédio para dor eu tinha para ajudar meu irmão. Agora terei que pegar um veículo e me deslocar ao hospital, pois estamos lidando com seres humanos e não bichos, e sem falar que a essa hora não tem Posto de Saúde aberto”, destacou.

Atendimento do Hueb 

Após chegar ao Pronto Socorro da capital, Iracemo Rodrigues, teve um bom atendimento desde a recepção do hospital até aos médicos de plantão que atenderam o paciente de imediato, com consulta e exames.

“Os médicos e os atendentes estranharam a negativa do Samu em relação ao caso” disse a irmã. Segundo uma enfermeira, que atendeu Rodrigues, o atendimento prestado inicialmente à vitima poderia ter agravado seu quadro. “O fato dessa avaliação ter sido por telefone, poderia trazer consequências graves ao paciente. Ainda bem que trouxeram ele, pancadas na região da cabeça sempre são perigosas”.

Resposta do Samu 

A reportagem do ContilNet, entrou em contato com a central do Serviço Móvel de Urgência e Emergência de Rio Branco, e fomos informados de que os médicos havia atendido o paciente dentro dos procedimentos padrões.

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