Rio Branco, Acre,


Manifestantes continuam na frente do Palácio contra reforma da Previdência

Governador sinaliza que pode receber sindicato da Educação na tarde desta quarta-feira

Os servidores públicos estaduais, representados por vários sindicatos da categoria, continuam mobilizados e de prontidão na esplanada do Palácio Rio Branco, no centro da Capital, em protesto contra às propostas do Governo de reforma do sistema de previdência estadual. Há previsão de parte do movimento ser recebido pelo governador Gladson Cameli a partir das 14 horas desta quarta-feira (13), informou a presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado do Acre (Sinteac), Rosana Nascimento.

Rosana Nascimento, presidente do Sinteac/Foto: ContilNet

“A proposta era para ele nos receber às 9 horas. Depois adiaram para a tarde e a informação que temos é que está condicionado o recebimento apenas ao Sindicato da Educação”, disse Rosana Nascimento. “Nós vamos para refirmar todo o nosso descontentamento com as propostas deste Governo”, disse.

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De acordo com os sindicalistas, o principal ponto de discórdia entre os servidores públicos, o governo e os deputados da bancada que o apoiam na Assembleia Legislativa é em relação ao tempo de idade para a aposentadoria e a integralidade de vencimentos. De acordo com a proposta do Governo, segundo Rosana Nascimento, o servidor aposentado só receberá seu salário integral ao atingir os 80 aos. “Não somos idiotas para trabalharmos até a morte e recebermos salários com uma base aritmética que em nada nos beneficia”, afirmou Nascimento.

Os sindicatos denunciam também que os trabalhadores vão ter que trabalhar mais para se aposentar, de acordo coma proposta do Governo. Na educação, em relação aos homens, o tempo será acrescido de pelo menos sete anos. “Estamos aqui para tentar forçar o governo a retirar a proposta da Assembleia, mas se isso não for possível, vos ao menos tentar negociar  de forma a que os trabalhadores não sejam tão aviltados. O temor é que a proposta seja aprovada sem negociação porque o governo tem maioria. Mas não vamos aceitar. Vai ter luta”, disse.

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