PolĂ­cia Civil prende suspeito de assassinar marido de professora no Acre

Por TIÃO MAIA, PARA O CONTILNET 04/02/2020 Atualizado: hå 6 anos

A PolĂ­cia Civil capturou, no Ășltimo final de semana, um homem de nome Paulo Henrique, que aparenta ter 40 anos de idade, como suspeito pelo assassinato do peruano naturalizado brasileiro Oscar Tensaria Pereira, de 60 anos. Marido da professora Maria JosĂ© Mortari, a “ZezĂ©,”, moradora da Cohab do Bosque, em Rio Brabcio, Oscar Tensaria Pereira teria sido morto numa ramal do quilĂŽmetro 65 da Rodovia Transacreana, zona rural da Capital, na Ășltima semana do mĂȘs de janeiro.

O provĂĄvel assassino do peruano, que vivia hĂĄ 12 anos no Brasil e era formado em engenharia de zootĂ©cnica no Peru (equivalente ao curso de medicina veterinĂĄria no Brasil), seria o homem preso pela polĂ­cia como suspeito porque teria sido a Ășltima pessoa a estar com o desaparecido. Paulo Henrique Ă© morador do bairro Tancredo Neves, em Rio Branco, e manteve contato com Oscar Pereira, mestrando em desenvolvimento regional da Universidade Federal do Acre (Ufac), a partir de um vizinho de nome Jonas – ambos moravam em chĂĄcaras prĂłximas na Vila do “V”. Enquanto a mulher vivia na cidade, o marido cuidava de um sĂ­tio da famĂ­lia nos arredores do municĂ­pio de Porto Acre. “Ele sĂł vinha para a casa na cidade nos finais de semana”, contou “ZezĂ©â€.

Na Ășltima vez que a mulher falou com o marido, na quinta-feira (24 de janeiro), ele disse a ela que gostaria de ir Ă  Transacreana ver umas terras que pretendia comprar com a intenção de criar gado. Para isso, segundo relatara, contava com ajuda de um vizinho ao sĂ­tio na vila do “V”, de nome Jonas. Esse vizinho teria dito que conhecia um homem interessado em vender terras na regiĂŁo da Transacreana, o jĂĄ identificado Paulo Henrique. Na sexta-feira (25), segundo o relato de “ZezĂ©â€, os trĂȘs – Oscar, Go nas e Paulo – se encontraram em Rio Branco e rumaram para a Transacrena. Oscar Pereira de moto e seu futuro assassino de carro, em companhia do vizinho Jonas. A propriedade ficaria alguns quilĂŽmetros a partir da margem da estrada, um local pelo qual o carro de Jonas, de passeio, nĂŁo poderia passar. Oscar e Paulo entĂŁo decidiram ir ao terreno de moto, sĂł os dois, jĂĄ que na moto nĂŁo caberia um terceiro passageiro.

Jonas ficara entĂŁo Ă  espera na estrada principal. O combinado Ă© que os dois voltariam ainda naquele dia, no mĂĄximo ao final da tarde. À polĂ­cia, ao comunicar o desparecimento de Oscar, Jonas disse ter esperado pelos dois no local combinado atĂ© a tarde de sĂĄbado. “NinguĂ©m voltou”, disse Jonas Ă  professora “ZezĂ©.

Foi quando ela decidiu comunicar o caso à polícia. Quando estava na delegacia em companhia de Jonas, o homem recebeu um telefonema de Paulo dizendo que estava foragido porque testemunhara Oscar ser tingido com um tiro e fugira. “Mataram ele”, dissera Paulo ao telefone para Jonas.

A polícia fez buscas no local, jå com Paulo acompanhando os investigadores para indicar o ponto exato da morte. Não encontraram o corpo. Encontraram apenas a blusa que Oscar vestia e o crucifixo e o relógio que ele usava, além de sinais de luta corporal.  No local, havia vestígios de sangue e sinais de que um corpo havia sido arrastado por ali.

Quando a polícia examinou a blusa encontrada, percebeu que a vestimenta não trazia marcas de tiro e sim de faca. O depoimento de Paulo, que havia dito que a morte havia sido de tiro e que ele ao ver o atentado fugira correndo pela mata, começou a cair em contradição.

O delgado de polĂ­cia Martins Hussel, da Delegacia de HomicĂ­dios e Proteção Ă  Pessoa (DHPP), entrou no caso e concluiu que o assassino Ă© Paulo, faltando apenas ele confessar o crime e a motivação. A polĂ­cia trabalha com a motivação pelo histĂłrico policial de Paulo, homicida e presidiĂĄrio por outros crimes, que teria matado Oscar pensando que ele carregava dinheiro ou porque o peruano se recusara a fechar o negĂłcio com as terras. “Ele deve ter se revoltado porque meu marido nĂŁo quis fechar  negĂłcio por causa das dificuldades do ramal”, concordou “ZezĂ©â€.

Para confirmar a morte, a polícia precisa apenas encontrar o corpo e obter a confissão do possível assassino, que acompanha a polícia nas buscas durante esta tarde. O crime ocorreu nas proximidades do local onde, na semana anterior, membros de uma facção fizeram um banho de sangue num bar, matando seis pessoas de uma facção rival e pessoas inocentes.

O delegado Martins Husssel, que cuida do caso,  disse, nesta terça-feira (04), que a Polícia Civil continua a procurar o corpo. Policiais chegaram a promover escavaçÔes na região por suspeitas de que o cadåver estaria enterrado na localidade. O acusado segue preso mas não confessou o crime.

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