Desemprego diante da pandemia bate recorde no Brasil em setembro, aponta IBGE

Por G1 23/10/2020

O desemprego diante da pandemia do novo coronavĂ­rus bateu recorde em setembro, apontam os dados divulgados nesta sexta-feira (23) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e EstatĂ­stica (IBGE).

Segundo o levantamento, o Brasil encerrou o nono mĂȘs do ano com um contingente de 13,5 milhĂ”es de desempregados, cerca de 3,4 milhĂ”es a mais que o registrado em maio. Isso representa uma alta de 33,1% no perĂ­odo.

Brasil registrou alta de 33,1% no nĂșmero de desempregados diante da pandemia — Foto: Economia/G1

Com o aumento do nĂșmero de desempregados, a taxa de desemprego passou de 13,6% em agosto para 14% em setembro, a maior de todo o perĂ­odo.

JĂĄ a população ocupada no mercado de trabalho diminuiu em 1,5 milhĂŁo no mesmo perĂ­odo. Segundo a coordenadora da pesquisa, Maria LĂșcia Vieira, a alta no desemprego Ă© explicada pelo maior nĂșmero de pessoas voltando a procurar emprego diante da flexibilização do isolamento social pelo paĂ­s.

 

“HĂĄ um aumento da população desocupada ao longo de todos esses meses. Esse crescimento se dĂĄ em função tanto das pessoas que perderam suas ocupaçÔes atĂ© o mĂȘs de julho quanto das pessoas que começam a sair do distanciamento social e voltam a pressionar o mercado de trabalho”, explicou Maria LĂșcia.

 

Embora o nĂșmero de desempregados e a taxa de desemprego terem batido recorde no fechamento do mĂȘs, os dois indicadores ficaram abaixo do registrado na quarta semana de setembro, encerrada no dia 26 na anĂĄlise semanal feita pelo IBGE. Nela, o contingente de desempregados somava 14 milhĂ”es de pessoas e a taxa ficou em 14,4%. Segundo o Instituto, a diferença corresponde a uma estabilidade estatĂ­stica.

O levantamento foi feito por meio da Pnad Covid19, versĂŁo da Pesquisa Nacional por Amostra de DomicĂ­lios ContĂ­nua realizada com apoio do MinistĂ©rio da SaĂșde para identificar os impactos da pandemia no mercado de trabalho e para quantificar as pessoas com sintomas associados Ă  sĂ­ndrome gripal no Brasil. Esta foi a Ășltima edição da pesquisa semanal.

Apesar de também avaliar o mercado de trabalho, a Pnad Covid19 não é comparåvel aos dados da Pnad Contínua, que é usada como indicador oficial do desemprego no país, devido às características metodológicas, que são distintas.

Os dados da Pnad Contínua mais atuais são referentes a julho, quando o país atingiu taxa de desemprego recorde, de 13,8%, com mais de 13,1 milhÔes de brasileiros em busca de uma oportunidade no mercado de trabalho.

 

14 estados tĂȘm taxa de desemprego superior Ă  mĂ©dia nacional

 

De acordo com o levantamento, das 27 Unidades da Federação, incluindo o Distrito Federal, 14 tiveram taxa de desemprego superior à média nacional.

A menor taxa foi observada em Santa Catarina (7,8%), enquanto a maior foi registrada na Bahia (19,6%).

Em 14 estados, taxa de desemprego em setembro superou a mĂ©dia nacional.  — Foto: Economia/G1

Em 14 estados, taxa de desemprego em setembro superou a mĂ©dia nacional. — Foto: Economia/G1

Somente dois estados registram redução do nĂșmero de desempregados entre maio e setembro: Santa Catarina, com uma queda de 1,5%, e Mato Grosso, com um recuo de 3,4%.

Dentre os estados que tiveram alta no contingente de desempregados, Sergipe foi o que apresentou a maior variação, de 126,2%, seguido pelo Maranhão, com avanço de 93,7%, e Cearå, com aumento de 83,5%.

Sergipe teve alta de 126,2% no nĂșmero de desempregados em cinco meses; alta nacional foi de 33,1% — Foto: Economia/G1

Sergipe teve alta de 126,2% no nĂșmero de desempregados em cinco meses; alta nacional foi de 33,1% — Foto: Economia/G1

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