No dia seguinte ao anĂșncio de que o MinistĂ©rio da SaĂșde vai comprar 46 milhĂ”es de doses da vacina coronavac, desenvolvida pela farmacĂȘutica chinesa Sinovac em parceria com o Instituto ButantĂŁ, o governador JoĂŁo Doria (PSDB) vai fazer um pĂ©riplo em BrasĂlia nesta quarta-feira, 21, na tentativa de capitalizar o que seus aliados consideram uma vitĂłria polĂtica do tucano, que pretende concorrer ao PalĂĄcio do Planalto em 2022.
O governador vai circular pelo Congresso Nacional acompanhado pelo SecretĂĄrio de Estado de SaĂșde Jean Gorinchteyn, o secretĂĄrio especial do governo de SĂŁo Paulo em BrasĂlia, Antonio Imbassahy, e o diretor do Instituto ButantĂŁ, Dimas Covas. No perĂodo da tarde, Doria e sua comitiva estadual participam de uma reuniĂŁo com o presidente da AgĂȘncia Nacional de VigilĂąncia SanitĂĄria (Anvisa), Antonio Barra Torres.
Segundo o PalĂĄcio dos Bandeirantes, a expectativa Ă© que a aquisição das vacinas ocorra atĂ© o final do ano, apĂłs o imunizante obter o registro da Anvisa, e que a vacinação tenha inĂcio jĂĄ em janeiro. O ministĂ©rio informou que investirĂĄ R$ 1,9 bilhĂŁo na compra. O recurso extra serĂĄ liberado por meio de medida provisĂłria.
A decisĂŁo encerra especulaçÔes que indicavam que poderia haver uma resistĂȘncia do governo federal em adquirir as doses da vacina por causa de divergĂȘncias entre Doria e o presidente Jair Bolsonaro. PossĂveis adversĂĄrios em 2022, o governador e o presidente adotaram, porĂ©m, discursos diferentes sobre a obrigatoriedade da vacinação. Doria Ă© Ă favor e Bolsonaro contra.
No embate com Doria, Bolsonaro tem dito que a vacina tem que ter “comprovação cientĂfica” e criticado a China. O governo federal tem apostado na vacina desenvolvida pela universidade de Oxford. Assim como a chinesa, essa inglesa tambĂ©m estĂĄ na fase 3 de testes, em que hĂĄ uma vacinação em massa de voluntĂĄrios.

