A força-tarefa da PolĂcia Civil, criada para combater a ação de milĂcias na Baixada Fluminense, realizou mais uma ação, nesta quinta-feira. Desta vez, o grupo, em conjunto com a PolĂcia RodoviĂĄria Federal (PRF), interceptou um comboio de milicianos na altura do posto da PRF da Rio-Santos, em ItaguaĂ. Na ação, policiais da Coordenadoria de Recursos Especiais (CORE), em ação conjunta com e da PRF, foram atacados pelos suspeitos, que portavam fuzis, metralhadoras e pistolas.
De acordo com delegado Rodrigo Oliveira, subsecretĂĄrio de Planejamento e Integração Operacional da PolĂcia Civil, o comboio era formado por milicianos ligados a Danilo Dias Lima, o Danilo Tandera. Eles vinham sendo monitorados hĂĄ cerca de 15 dias pelo serviço de inteligĂȘncia da força-tarefa, que apurou a frequente movimentação de criminosos em uma rota que liga a Zona Oeste Ă Baixada.
â Antes de chegar Ă PRF, tem um desvio. Para nĂŁo passar em frente ao posto, eles desviavam por essa via secundĂĄria. Chegamos a montar quatro ou cinco operaçÔes dessas, mas sĂł hoje aconteceu. Na hora que eles pegaram a bifurcação, nĂłs fechamos a via secundĂĄria e eles ficaram encurralados â relata Oliveira.
O delegado conta ainda que o primeiro tiro partiu do bando, e um policial da Core foi atingido, mas foi protegido pelo colete balĂstico. A partir desse momento, o confronto começou. Onze homens ligados ao Tandera foram mortos no local. O 12Âș chegou a ser socorrido, mas tambĂ©m nĂŁo resistiu. Ainda segundo Oliveira, nenhum suspeito fugiu.
â Eu afirmo com absoluta convicção que estamos no caminho certo â, avaliou o subsecretĂĄrio sobre a atuação da força-tarefa contra a milĂcia.
Na ação foram apreendidos cinco fuzis, trĂȘs metralhadoras foram apreendidos, alĂ©m de pistolas, munição, uma granada, aparelhos de comunicação e os quatro carros que faziam parte do comboio.
Nas redes sociais, moradores relataram a ação:
â Clima tenso na Rio Santos na altura da base da PRF, em ItaguaĂ. InformaçÔes dĂŁo conta de que milicianos foram baleados ao confrontar os agentes â, comentou um perfil.
Ação em Nova Iguaçu
A PolĂcia Civil criou esta força-tarefa voltada para a Baixada Fluminense visando a garantir uma eleição livre e segura depois que dois candidatos a vereador foram assassinados na Baixada num intervalo de menos de 15 dias. Os crimes levaram a polĂcia a antecipar a atuação do grupo, que jĂĄ vinha sendo desenhada, conforme adiantou ao EXTRA o delegado Allan Turnowski, secretĂĄrio de PolĂcia Civil do Rio.
Ainda de acordo com o secretĂĄrio, para aumentar o suporte Ă s investigaçÔes sobre os crimes ligados a fatores polĂticos, foram postos em cargos estratĂ©gicos delegados com experiĂȘncia na Baixada.
Na noite de quarta-feira (14), em operação na regiĂŁo conhecida como Km 32, em Nova Iguaçu, a força-tarefa foi recebida com tiros de fuzil. Foram confirmadas cinco mortes no local. Houve apreensĂŁo de cinco pistolas semiautomĂĄticas, uma rĂ©plica de fuzil, fardas militares, colete balĂstico, rĂĄdio comunicador e trĂȘs veĂculos.
A operação, realizada por policiais civis da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), tinha o objetivo de verificar informaçÔes de inteligĂȘncia oriundas da Subsecretaria de InteligĂȘncia (SSINT), que davam conta de uma reuniĂŁo com pelo menos 40 criminosos armados no local, sendo todos ligados Ă milĂcia. Ecko e Tandera teriam estado no local. [Foto de capa: Reprodução]

