Força-tarefa da Polícia Civil com a PRF intercepta comboio de milicianos; 12 suspeitos são mortos

Por O GLOBO 15/10/2020 Ă s 21:28

A força-tarefa da Polícia Civil, criada para combater a ação de milícias na Baixada Fluminense, realizou mais uma ação, nesta quinta-feira. Desta vez, o grupo, em conjunto com a Polícia Rodoviåria Federal (PRF), interceptou um comboio de milicianos na altura do posto da PRF da Rio-Santos, em Itaguaí. Na ação, policiais da Coordenadoria de Recursos Especiais (CORE), em ação conjunta com e da PRF, foram atacados pelos suspeitos, que portavam fuzis, metralhadoras e pistolas.

De acordo com delegado Rodrigo Oliveira, subsecretĂĄrio de Planejamento e Integração Operacional da PolĂ­cia Civil, o comboio era formado por milicianos ligados a Danilo Dias Lima, o Danilo Tandera. Eles vinham sendo monitorados hĂĄ cerca de 15 dias pelo serviço de inteligĂȘncia da força-tarefa, que apurou a frequente movimentação de criminosos em uma rota que liga a Zona Oeste Ă  Baixada.

— Antes de chegar Ă  PRF, tem um desvio. Para nĂŁo passar em frente ao posto, eles desviavam por essa via secundĂĄria. Chegamos a montar quatro ou cinco operaçÔes dessas, mas sĂł hoje aconteceu. Na hora que eles pegaram a bifurcação, nĂłs fechamos a via secundĂĄria e eles ficaram encurralados — relata Oliveira.

O delegado conta ainda que o primeiro tiro partiu do bando, e um policial da Core foi atingido, mas foi protegido pelo colete balĂ­stico. A partir desse momento, o confronto começou. Onze homens ligados ao Tandera foram mortos no local. O 12Âș chegou a ser socorrido, mas tambĂ©m nĂŁo resistiu. Ainda segundo Oliveira, nenhum suspeito fugiu.

— Eu afirmo com absoluta convicção que estamos no caminho certo —, avaliou o subsecretário sobre a atuação da força-tarefa contra a milícia.

Na ação foram apreendidos cinco fuzis, trĂȘs metralhadoras foram apreendidos, alĂ©m de pistolas, munição, uma granada, aparelhos de comunicação e os quatro carros que faziam parte do comboio.

Nas redes sociais, moradores relataram a ação:

— Clima tenso na Rio Santos na altura da base da PRF, em ItaguaĂ­. InformaçÔes dĂŁo conta de que milicianos foram baleados ao confrontar os agentes —, comentou um perfil.

Ação em Nova Iguaçu

A Polícia Civil criou esta força-tarefa voltada para a Baixada Fluminense visando a garantir uma eleição livre e segura depois que dois candidatos a vereador foram assassinados na Baixada num intervalo de menos de 15 dias. Os crimes levaram a polícia a antecipar a atuação do grupo, que jå vinha sendo desenhada, conforme adiantou ao EXTRA o delegado Allan Turnowski, secretårio de Polícia Civil do Rio.

Ainda de acordo com o secretĂĄrio, para aumentar o suporte Ă s investigaçÔes sobre os crimes ligados a fatores polĂ­ticos, foram postos em cargos estratĂ©gicos delegados com experiĂȘncia na Baixada.

Na noite de quarta-feira (14), em operação na regiĂŁo conhecida como Km 32, em Nova Iguaçu, a força-tarefa foi recebida com tiros de fuzil. Foram confirmadas cinco mortes no local. Houve apreensĂŁo de cinco pistolas semiautomĂĄticas, uma rĂ©plica de fuzil, fardas militares, colete balĂ­stico, rĂĄdio comunicador e trĂȘs veĂ­culos.

A operação, realizada por policiais civis da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), tinha o objetivo de verificar informaçÔes de inteligĂȘncia oriundas da Subsecretaria de InteligĂȘncia (SSINT), que davam conta de uma reuniĂŁo com pelo menos 40 criminosos armados no local, sendo todos ligados Ă  milĂ­cia. Ecko e Tandera teriam estado no local. [Foto de capa: Reprodução]

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