Rio Branco, Acre,


Joe Biden venceu último debate presidencial, apontam pesquisas de opinião

Evento, no entanto, parece não ter causado mudanças de percepção significativas sobre os candidatos

O último debate entre o presidente Donald Trump e o ex-vice-presidente Joe Biden, ao fim, parece não ter causado grandes mudanças de opinião no eleitorado. Segundo pesquisas de opinião, o democrata saiu como o vencedor da noite, mas a mudança de estratégia republicana, que abriu espaço para um confronto civilizado — em contraste com o caótico encontro inaugural —, melhorou a percepção sobre o presidente.

Três das principais pesquisas instantâneas mostraram resultados semelhantes. De acordo com a consulta realizada pela CNN, 53% dos entrevistados acreditam que Biden se saiu melhor, contra 39% que preferiram Trump. Os números do instituto YouGov põem o democrata na frente, com 54% a 35%, e o ‘think tank’ Dados pelo Progresso o mostra na dianteira com 52% a 41%.

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O debate teve um público inferior ao primeiro embate entre os dois candidatos: 55,2 milhões de pessoas assistiram a Trump e Biden na noite de quinta somadas as seis emissoras, contra 62 milhões no anterior.

De acordo com a consulta do canal a cabo, 73% dos eleitores consideraram justos os ataques do ex-vice de Barack Obama contra Trump. Já as investidas do presidente contra Biden foram pior recebidas: 50% as consideraram justas e 49%, injustas. Boa parte delas diziam respeito aos negócios do filho do ex-vice-presidente, Hunter, no exterior.

O panorama, no entanto, não é de todo ruim para a campanha republicana. O desempenho de Trump foi mais bem recebido do que no primeiro debate, quando apenas 28% dos entrevistados consideravam que o presidente havia se saído melhor e 67% viram suas críticas como injustas.

Dos cinco debates gerais que participou — três contra Hillary Clinton, em 2016, e dois contra Biden — Trump perdeu em todos, segundo a CNN. A margem no último embate, no entanto, foi a segunda mais estreita, atrás apenas do último confronto de 2016, que deu uma vantagem de 13 pontos para a ex-secretária de Estado. Contudo, Trump venceu a eleição naquele ano no Colégio Eleitoral.

Mas não está claro se o desempenho será suficiente para Trump, que precisava de uma clara vitória na noite de quinta-feira. A opinião favorável sobre Biden, que antes do debate estava em 55%, aumentou um ponto percentual após o confronto. Os números do presidente variaram um ponto percentual para baixo, passando de 42% para 41%.

Segundo o agregador de pesquisas Real Clear Politics, o presidente está 7,9 pontos percentuais atrás de Biden, e com mais de 50 milhões de votos antecipados no país, o cenário parece não favorecê-lo. A 11 dias da eleição, sua campanha começa a ficar sem dinheiro, enquanto os casos de covid-19 voltam a aumentar nos EUA.

Segundo a pesquisa da CNN, 57% dos entrevistados consideram Biden mais apto para lidar com a pandemia (48% preferem o presidente). Visto por 54% dos entrevistados como o mais capaz para solucionar os problemas do país, o democrata também teve ampla vantagem nos quesitos crise climática e combate ao racismo. Trump só saiu significamente bem no que diz respeito à condução da economia — 56% consideram que ele se sairia melhor que o ex-vice-presidente.

Como era esperado, Biden se saiu significativamente melhor entre as mulheres, segundo a CNN: 60% das entrevistadas acreditam que ele foi o vencedor do debate. A vantagem também foi grande entre os eleitores independentes (55% a 36%), moderados (56% a 37%) e eleitores brancos com ensino superior (64% a 29%). Entre os idosos, grupo fundamental para a vitória de Trump em 2016, 46% preferiram o democrata e 43%, o presidente.

A pouco mais de uma semana da eleição, o cenário não é favorável para Trump. A menos que haja alguma reviravolta prejudicial para Biden ou uma mudança drástica nos números, tudo indica que o presidente precisará torcer para um maciço erro das pesquisas de opinião. Segundo o site de estatísticas FiveThirtyEight, Biden tem 87% de chances de ser eleito no início de novembro, enquanto a probabilidade de uma reeleição republicana está em 12%. [Capa: Spencer Platt/AFP]

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