A PolĂcia Civil do Rio investiga um estupro coletivo praticado contra uma adolescente de 14 anos, no alto do Morro do Cantagalo, em Copacabana, na Zona Sul da cidade. A menina teria sido abusada por cinco homens, sendo dois deles menores de idade, depois de um baile funk na comunidade.
De acordo com o relato da vĂtima, ela estava na festa e teria ingerido bebida alcoĂłlica. A garota entĂŁo teria perdido os sentidos e, ao acordar, estaria sendo violentada pelos cincos homens em uma laje.
O caso aconteceu no Ășltimo dia 26, mas sĂł foi registrado pela mĂŁe da adolescente na Ășltima segunda-feira (5), na 13a DP (Copacabana). O depoimento da jovem foi tomado na Delegacia de Criança e Adolescente VĂtima (DCAV), seguindo o protocolo de atendimento Ă s vĂtimas de violĂȘncia sexual.
O laudo feito pela menina no Instituto MĂ©dico Legal confirmou a violĂȘncia sexual.
Crime na Praça Seca em 2016
Em maio de 2016, o caso de estupro coletivo de uma jovem carioca chocou a opiniĂŁo pĂșblica e ganhou repercussĂŁo internacional. De acordo com as investigaçÔes da Delegacia de RepressĂŁo aos Crimes de InformĂĄtica (DRCI), a adolescente de 16 anos seguiu, por volta das 7h do dia 25 de maio de 2016, um sĂĄbado, para uma casa no Morro da BarĂŁo, na Praça Seca, na Zona Oeste, acompanhada de RaĂ de Souza, de 22 anos, com quem teve relaçÔes sexuais.
Uma outra jovem tambĂ©m teria ido para o imĂłvel. Por volta das 10h do dia seguinte, os trĂȘs foram embora do local, deixando a adolescente para trĂĄs. Horas depois, traficantes passaram pela casa e, ao verem a moça desacordada, decidiram levĂĄ-la para outro local, onde mais de 30 homens a estupraram e a abandonaram.
Ă noite, segundo as investigaçÔes, ela foi encontrada por Raphael, RaĂ e Jefinho, e sofreu novo abuso, que foi filmado. ApĂłs voltar para casa, na Taquara, na terça-feira, levada por um agente comunitĂĄrio, segundo contou sua avĂł, a jovem descobriu que imagens suas, sem roupas e desacordada, circulavam na internet. Reportagem do GLOBO de 27 de maio revela que o homem que gravou a jovem nua, sangrando, disse: “Mais de 30 engravidou (sic). Entendeu, ou nĂŁo entendeu? Mais de 30”.
MĂŁe de uma criança de 3 anos e usuĂĄria de drogas, ela disse que nĂŁo tomara qualquer entorpecente no sĂĄbado. A avĂł foi a primeira a ver as imagens, mostradas pela prima da vĂtima. Acompanhada pela mĂŁe, ela passou por exames de corpo de delito no Instituto MĂ©dico-Legal e, cambaleante, foi levada para o Hospital Souza Aguiar, no Centro, onde tomou vacina contra hepatite B e um coquetel de medicamentos para evitar a contaminação por doenças sexualmente transmissĂveis. [Foto de capa: AntĂŽnio Scorza/AgĂȘncia O Globo]

