Trump adota postura menos agressiva no Ășltimo debate com Biden; confira destaques

Por O GLOBO 22/10/2020 Ă s 22:53 Atualizado: hĂĄ 5 anos

O Ășltimo debate da campanha para as eleiçÔes presidenciais de 3 de novembro nos Estados Unidos foi marcado na noite desta quinta-feira (22) mais pelo embate de ideias do que pelos violentos confrontos verbais que ocorreram no primeiro encontro do presidente Donald Trump com o rival democrata, o ex-vice-presidente Joe Biden.

Trump, que estĂĄ atrĂĄs nas pesquisas, adotou uma postura menos agressiva do que no debate anterior, em 15 de outubro, enquanto Biden demonstrou mais habilidade do que o rival na abordagem de temas sociais. O republicano, sempre que confrontado com temas nos quais se sente pouco Ă  vontade, buscou voltar Ă  questĂŁo dos negĂłcios no exterior de Hunter Biden, filho do democrata.

Como era esperado, os dois divergiram profundamente sobre todos as questĂ”es abordadas, que incluĂ­ram a pandemia da covid-19 e a crise econĂŽmica provocada por ela, o racismo, o direito Ă  saĂșde, o meio ambiente e as relaçÔes com a China e a Coreia do Norte.

O evento foi realizado em um auditĂłrio da Universidade Belmont, em Nashville. O pĂșblico mais uma vez foi restrito e todos precisaram se submeter a testes para a covid-19, incluindo os candidatos.

As regras impediam que os candidatos fossem interrompidos pelo rival sempre que respondiam à primeira pergunta de cada segmento. A moderadora, Kristen Welker, da NBC News, foi incisiva ao manter o rumo das discussÔes.

Veja abaixo os destaques da noite:

Covid-19

Depois de pedir aos dois candidatos que debatessem de forma tranquila para os eleitores, Donald Trump foi questionado sobre pandemia do novo coronavírus, e suas açÔes para combater a doença. Ele pontuou alguns dados de estados que, segundo ele, mostram que a doença estå sob controle, e prometeu que uma vacina estarå pronta em breve. Voltou a lembrar de sua própria infecção, e de sua internação, além da quantidade de respiradores produzidos pelo país, algo sempre mencionado em seus discursos sobre a doença.

Biden, em sua primeira intervenção, atacou a gestão da Casa Branca durante a pandemia, dizendo que o presidente tem responsabilidade na morte de mais de 200 mil americanos.

— O que o presidente mostra Ă© que ele nĂŁo tem nenhum plano — afirmou, defendendo o uso de mĂĄscaras em todos os ambientes e um plano de ação focado na retomada das atividades socioeconĂŽmicas.

Na sequĂȘncia, Trump nĂŁo quis garantir que uma vacina estaria pronta em questĂŁo de semanas, como ele sugeriu em discursos passados, mas afirmou que uma imunização estarĂĄ disponĂ­vel em breve. Ainda declarou que pretende usar os militares no processo de distribuição.

Biden, por sua vez, voltou a lembrar declaraçÔes incertas do presidente durante a pandemia, e a criticar suas açÔes — Trump defendeu suas posiçÔes, citando a medida para fechar as fronteiras para viajantes vindos da China, no começo da pandemia. O presidente colocou em xeque a estratĂ©gia do governo Obama durante a pandemia do vĂ­rus H1N1, quando Biden ocupava a Vice-PresidĂȘncia, “um desastre em sua opiniĂŁo”.

Biden, mantendo o tom agressivo, questionou as palavras de Trump que, ao sair do hospital, disse que “tudo vai acabar em breve”, se referindo Ă  pandemia. Trump, bem mais ameno do que no primeiro debate, disse que “aprendeu muito” com os eventos dos Ășltimos meses, e afirmou, em resposta a Biden, que “assume a responsabilidade” pelas açÔes do governo.

Para Biden, a “inaptidĂŁo” de Trump provocou a paralisação de boa parte do paĂ­s, e defendeu padrĂ”es para que sejam realizadas novas quarentenas ou medidas de isolamento social, como o fechamento de escolas. Ele citou as escolas, que precisam de mais dinheiro para que possam se adaptar Ă s recomendaçÔes.

Trump criticou as açÔes de governadores democratas que, segundo ele, “fecharam tudo” sem necessidade. Ele disse querer reabrir as escolas, e que “nĂŁo Ă© possĂ­vel manter o paĂ­s fechado”, e citou supostos problemas de saĂșde provocados pelo isolamento, dizendo que “a cura nĂŁo pode ser pior do que a doença”.

Biden refutou a ideia de que ele quer “fechar todo o paĂ­s”, e defendeu medidas flexĂ­veis, como adaptaçÔes em locais pĂșblicos e a disponibilização de testes rĂĄpidos de maneira ampla. Trump, ainda na linha dos fechamentos, disse que Nova York, governada por um democrata, virou uma “cidade fantasma” e que “todos estĂŁo saindo de Nova York”. Biden, por sua vez, disse que os estados onde o nĂșmero de casos estĂĄ aumentando sĂŁo “quase todos republicanos”, mas que sĂŁo “todos americanos”, e precisam receber atenção.

Ao ser questionado sobre suas visĂ”es sobre o infectologista Anthony Fauci, disse que “o escuta”, assim como a muitas outras pessoas, e que “ninguĂ©m sabia” do que se tratava a doença. Biden, como o fez no primeiro debate, afirmou que Trump sabia ainda no começo da pandemia sobre a gravidade da Covid-19, mas que “escondeu dos americanos”. Em um embate que fugiu do assunto, Trump disse que Biden Ă© o candidato que mais recebe dinheiro de Wall Street.

Segurança nacional

Citando as acusaçÔes de que o IrĂŁ tenta influenciar as eleiçÔes nos EUA, Biden afirmou que qualquer paĂ­s que leve adiante açÔes do tipo “terĂĄ que pagar o preço”, e que precisa defender a soberania americana. O democrata citou as acusaçÔes de que o advogado e aliado de Trump, Rudolph Giuliani, teria ligaçÔes com agentes russos, e lembrou a denĂșncia de que a RĂșssia pagaria aos talibĂŁs no AfeganistĂŁo para cada morte de soldado americano no paĂ­s.

Trump trouxe uma denĂșncia (que nĂŁo foi comprovada) de que Biden teria recebido US$ 3,5 milhĂ”es da mulher do ex-prefeito de Moscou, e se colocou como um lĂ­der “duro com a RĂșssia”, citando os pacotes de sançÔes aplicados contra o paĂ­s. Trump ainda sugeriu que os russos “provavelmente ainda estĂŁo pagando” dinheiro para o democrata, levantando ainda as denĂșncias contra o filho de Biden, Hunter, e seus negĂłcios no setor de energia da RĂșssia.

Biden respondeu dizendo “nĂŁo receber um centavo sequer” de qualquer paĂ­s, recordando a revelação do New York Times de que as empresas do presidente mantĂȘm uma conta corporativa na China. O republicano disse que vai revelar suas contas “em breve”, e disse que pagou milhĂ”es de dĂłlares em impostos nos Ășltimos anos, em resposta Ă  denĂșncia de que pagou apenas US$ 750 de impostos federais recentemente, acusando o democrata de receber dinheiro da RĂșssia, UcrĂąnia e China

— VocĂȘ Ă© o grande cara, Joe — afirmou, enquanto Biden se mostrava surpreso diante das cĂąmeras. O presidente disse ter sido “muito maltratado” pela Receita americana, e reafirmou ter pago milhĂ”es de dĂłlares em impostos.

O democrata voltou a cobrar que o republicano apresente suas declaraçÔes de imposto de renda, afirmando que ele vem fazendo essa promessa nos Ășltimos quatro anos. Trump se defendeu dizendo ter sido espionado durante a campanha de 2016 e, recuperando a investigação sobre a interferĂȘncia russa naquela eleição, afirmou que suas contas foram reviradas e que “nada foi encontrrado”. Ele ainda levantou dĂșvidas sobre os bens de Joe Biden, sugerindo que ele recebe dinheiro de outros paĂ­ses.

Ao defender seu legado e a inocĂȘncia de seu filho, disse que a pessoa que fez as acusaçÔes contra Hunter nĂŁo tem credibilidade, assim como a recente denĂșncia apresentada pelos republicanos envolvendo possĂ­veis negĂłcios com a China.

Sobre suas contas em um banco chinĂȘs, Trump disse ter contas “espalhadas pelo mundo”, e que a abertura dela se encaixava em uma estratĂ©gia de expandir seus negĂłcios no paĂ­s, “assim como milhĂ”es de pessoas o fazem”, mas garantiu que ela foi fechada antes de começar sua campanha presidencial, em 2015.

Biden foi perguntado se faria a China pagar pelos estragos provocados pelo novo coronavírus, e defendeu medidas para forçar os chineses a atuarem de acordo com as regras do comércio internacional. Em um ataque a Trump, disse que ele abraça e legitima pessoas como o líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, e esquece dos velhos aliados. O republicano tentou voltar nas acusaçÔes contra Biden relacionadas à China, mas foi interrompido pela moderadora, que pediu a ele que respondesse sobre políticas relativas ao país. Trump defendeu sua guerra comercial contra Pequim, sugerindo que as políticas anteriores eram permissivas em relaçao aos chineses.

Questionado sobre a Coreia do Norte, Trump disse ter uma “boa relação” com Kim Jong-un, e que isso teria evitado uma guerra nuclear na regiĂŁo. Sem mencionar relaçÔes interpessoais, Biden defendeu uma aproximação diferente, dizendo que a Coreia do Norte “Ă© um problema” e “precisa ser controlada”. Para ele, a abordagem de Trump, a de manter uma amizade com o norte-coreano, permitiu que melhorassem suas capacidades militares. O republicano disse que “nĂŁo havia nada de errado em ter boas relaçÔes com outros paĂ­ses” e Biden prontamente sugeriu que o presidente tambĂ©m poderia dizer o mesmo de Adolf Hitler, logo antes do inĂ­cio da Segunda Guerra.

SaĂșde nos EUA

Em um dos temas mais sensĂ­veis da campanha, a sucessĂŁo na Suprema Corte e uma decisĂŁo sobre o futuro do Obamacare, Trump elogiou uma decisĂŁo tomada em seu governo, o fim da obrigatoriedade em ter um plano de saĂșde, e prometeu acabar com o plano atual e construir “um lindo plano de saĂșde” focado na proteção de pessoas com doenças preexistentes. Ele ainda afirmou que Biden quer “socializar” a saĂșde.

O democrata, por sua vez, rejeitou a ideia de colocar fim aos serviços privados de saĂșde, como foi acusado pelos republicanos. Ainda declarou que as propostas de Donald Trump nĂŁo trazem qualquer tipo de proteção aos segurados, lembrando de como o fim do Obamacare pode deixar milhĂ”es de pessoas sem seguro. Biden chamou de “ridĂ­cula” a alegação de que planeja criar um sistema universal de saĂșde, mas deixou aberta a possibilidade de uma opção pĂșblica a uma parcela da população.

Trump, em um ataque ao democrata, disse que ele passou dĂ©cadas no Congresso e oito anos no governo e “nĂŁo fez nada”, e sugeriu que ele Ă© “mais liberal” do que o senador Bernie Sanders, um socialista dentro do Partido Democrata. Para ele, a “opção pĂșblica” oferecida pelos democratas Ă© uma tentativa de colocar fim ao Medicare, um programa focado na população de baixa renda.

Biden afirmou que Trump nĂŁo estĂĄ concorrendo contra Bernie Sanders, e acusou o republicano de cortar o financiamento para programas sociais e para previdĂȘncia social. Em uma fuga do tema, Trump sugeriu que o mercado de açÔes vai quebrar se Biden for eleito, e o democrata respondeu que a bolsa Ă© apenas uma forma de medir o sucesso econĂŽmico do paĂ­s, mas hĂĄ outros fatores.

Questionado sobre o aumento da pobreza nos EUA, Trump colocou a culpa na presidente da Cñmara, a democrata Nancy Pelosi, dizendo que ela não quer aprovar um pacote trilionário e emergencial para a pandemia. Biden, por sua vez, foi perguntado por que não pressiona seus colegas de partido para um acordo — Biden respondeu dizendo que foram aprovados planos específicos durante esse período.

Repetindo o tom de sua campanha de TV mais recente, Biden afirmou que vai governar para todos os americanos, nĂŁo importando sua afiliação partidĂĄria — era uma resposta Ă s crĂ­ticas do presidente Ă  forma como cidades democratas estĂŁo sendo geridas, em especial sobre a imigração. Ele ainda defendeu o aumento do salĂĄrio mĂ­nimo nacional, mas Trump disse que essa precisa ser uma decisĂŁo tomada pelos estados, sugerindo que um reajuste atĂ© o patamar de US$ 15/hora, como quer Biden, colocaria os negĂłcios em risco.

Imigração

No segmento, Trump foi questionado sobre a separação de crianças e seus pais, e respondeu falando que os EUA possuem “as mais fortes fronteiras de sua histĂłria”. Ele sugeriu que as muitas entram nos EUA sozinhas, trazidas por cartĂ©is e traficantes de pessoas. Biden lembrou que as separaçÔes das famĂ­lias ocorreram jĂĄ em solo americano.

— Crianças foram arrancadas dos braços de seus pais — afirmou Biden. Ele prometeu ainda apresentar, nos cem primeiros dias de governo, apresentar um plano ao Congresso para legalizar a situação de muitas pessoas hoje em situação irregular, em especial os que chegaram aos EUA ainda crianças e receberam uma permissĂŁo especial para ficar, os chamados “dreamers”. Ele ainda criticou as regras para concessĂŁo de asilo adotadas por Trump.

O republicano afirmou que Biden “nĂŁo tem qualquer conhecimento sobre leis de imigração”, dizendo que muitos dos que cruzam as fronteiras sĂŁo criminosos, e que “ninguĂ©m volta” aos seus paĂ­ses de origem depois entrar no paĂ­s, com a exceção, nas palavras dele, de “pessoas com o QI muito baixo”.

QuestĂŁo racial

Em um dos principais temas da campanha, o racismo na sociedade americana, Biden afirmou que pais negros, não importando seu nível de renda, são obrigados a ensinar seus filhos sobre como devem se portar na rua, e a se preparar para enfrentar abusos de autoridades. Para ele, Trump foi o primeiro presidente a promover a exclusão, não a inclusão — em seguida, defendeu a integração, especialmente a econîmica.

A resposta veio rĂĄpido:

— NinguĂ©m fez tanto pela comunidade negra como Donald Trump. Se vocĂȘ olhar, talvez com a exceção de Abraham Lincoln…ninguĂ©m fez o que eu fiz  — afirmou Trump, citando medidas como a reforma da Justiça Criminal, alĂ©m de investimentos nas comunidades hispĂąnica e negra.

Biden tambĂ©m negou ter chamado os negros de “superpredadores”, como Trump o acusa de ter chamado nos anos 1990. TambĂ©m disse ter reduzido a população prisional, defendendo açÔes como o tratamento obrigatĂłrio para pessoas pegas com drogas, e nĂŁo mais a prisĂŁo.

Fugindo do tema, apesar dos apelos da moderadora para que nĂŁo o fizesse, Trump voltou a levantar acusaçÔes de que Biden teria ligação com negĂłcios na UcrĂąnia, RĂșssia e China — em resposta, Biden afirmou que a comunidade de inteligĂȘncia considerou as acusaçÔes “um bando de lixo”.

Diante de uma pergunta sobre o apoio de supremacistas brancos Ă  sua campanha, criticou os ativistas do movimento Vidas Negras Importam, e sugeriu que ele querem matar policiais.

— Sou a pessoa menos racista nesta sala — afirmou.

Biden, por sua vez, disse que Trump Ă© a pessoa mais racista da campanha, dizendo que ele “jogou gasolina em todas as fogueiras do racismo” e piorou a situação com os vizinhos com suas declaraçÔes. Por outro lado, reconheceu que legislaçÔes dos anos 1980 e 1990, que aumentaram o encarceramento, “foram um erro”, defendendo que as pessoas nĂŁo sejam presas por problemas com drogas ou ĂĄlcool.

Trump afirmou que ele foi vice-presidente por oito anos e “nĂŁo fez nada”, um expediente que o atual presidente usou em diversos momentos do diĂĄlogo.

— Ele diz que vai fazer isso, vai fazer aquilo — afirmou. — Por que não fez isso nos oito anos de governo Obama. Ele só fala e nada faz.

Na mesma linha, afirmou que sĂł concorreu Ă  PresidĂȘncia por causa de Biden.

— Joe, concorri por sua causa. Concorri por causa de Barack Obama. Porque vocĂȘs fizeram um trabalho ruim. Se achasse que vocĂȘs tinham feito um bom trabalho, jamais teria concorrido.

Mudanças climåticas

Neste tĂłpico, Trump disse “amar o meio ambiente” e que estĂĄ trabalhando com a indĂșstria para melhorar a qualidade do ar — ao mesmo tempo, mencionou a China, dizendo “olhe quĂŁo suja ela estĂĄ”, e criticou o Acordo de Paris por estabelecer padrĂ”es diferentes para os paĂ­ses, o que prejudicaria a economia americana.

Em uma abordagem mais cientĂ­fica, Biden disse que “estamos ficando sem tempo”, e que mais quatro anos de Trump no poder “nos deixarĂŁo em grandes problemas”. Ele defendeu seu trilionĂĄrio plano para incentivar a economia verde nos EUA, afirmando que, alĂ©m de melhorar o meio ambiente, ela vai criar “milhĂ”es de empregos”.

Trump sugeriu que haverĂĄ aumento de impostos para financiar o plano de Biden, e que as propostas de Biden sĂŁo “o plano mais louco que alguĂ©m jĂĄ viu”. Segundo o presidente, o custo real da proposta democrata Ă© de US$ 100 trilhĂ”es, um nĂșmero que Biden disse “nĂŁo ter ideia de onde saiu”. JĂĄ o republicano criticou o uso de energias limpas, como a eĂłlica que, segundo ele, “Ă© extremamente cara” e “mata muitos pĂĄssaros”.

Para ele, nĂŁo Ă© possĂ­vel ter a maior economia do mundo e reduzir a indĂșstria do petrĂłleo. Biden, por sua vez, disse que nĂŁo vai banir o fracking, uma forma de extração de petrĂłleo — Trump o acusa de querer eliminar essa prĂĄtica, algo que teria impacto entre potenciais eleitores de ĂĄreas de produção, como a PensilvĂąnia.

O democrata, em uma declaração crucial, disse ter planos para fazer uma transição para o perĂ­odo posterir Ă  indĂșstria petrolĂ­fera — para ele, Ă© necessĂĄrio rumar em direção Ă  neutralização das emissĂ”es de gĂĄs carbĂŽnico atĂ© 2050, um dos compromissos do Acordo de Paris.

Na Ășltima pergunta, sobre os seus planos para os prĂłxiimos quatro anos de um mandato, Trump lembrou do estado da economia antes da pandemia, e disse que, com ele, isso vai voltar, prometendo cortar impostos, enquanto Biden “vai elevar os impostos” e transformar suas aposentadorias “em um inferno”.

Biden, por sua vez, afirmou que diria aos americanos que vai seguir o caminho da esperança ao invés do caminho do medo, focando em uma economia limpa, e que a eleição diz muito sobre o caråter do país. [Foto de capa: Chip Somodevilla/AFP]

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