Sem auxĂ­lio emergencial, veja quais despesas o brasileiro teve que cortar

Por VALOR INVESTE 08/03/2021 Ă s 09:52

O poder de compras dos brasileiros que receberam auxĂ­lio emergencial no ano passado caiu com o fim da ajuda e, com ele, os gastos que tinham com supermercado, saĂșde e cuidados pessoais. Em janeiro de 2021 houve queda do ticket mĂ©dio e quantidade de brasileiros que gastaram suas finanças nesses trĂȘs segmentos.

É o que mostra levantamento do Guiabolso, plataforma de soluçÔes de finanças, ao analisar como mudou o comportamento dos brasileiros apĂłs o pagamento da Ășltima parcela do auxĂ­lio emergencial em dezembro de 2020. Com uma base de seis milhĂ”es de usuĂĄrios, a startup fez um recorte daqueles que receberam ao menos uma parcela do auxĂ­lio e analisou os impactos do fim dessa ajuda.

De janeiro a março de 2020, 58% da base que, com a pandemia passou a receber o auxĂ­lio emergencial, gastava dinheiro em supermercados. JĂĄ com a chegada da pandemia mesmo, este nĂșmero caiu para 55% e, em janeiro de 2021, apĂłs o fim do auxĂ­lio emergencial, este nĂșmero caiu ainda mais: para 50%.

Além da queda quantitativa de pessoas, os usuårios que deixaram de receber o auxílio emergencial também diminuíram o valor gasto em supermercado. Em 2020, no primeiro trimestre, a base analisada gastava R$ 155 no segmento. Em janeiro de 2021, este valor foi reduzido para R$ 106..

“Observamos logo nos primeiros dias que o fim do auxílio emergencial fez com que boa parte dos brasileiros sentisse o impacto nas finanças e renda. Este foi o principal fator que colaborou nas mudanças dos gastos essenciais do dia a dia”, explica Mateus Brum, diretor de expansão do Guiabolso.

TambĂ©m houve mudança comportamental na prioridade de gastos com saĂșde e cuidados pessoais. No perĂ­odo prĂ©-pandemia, 29% da base do Guiabolso que depois receberia o auxĂ­lio do governo gastava seu dinheiro nos cuidados com a saĂșde. Em abril, este nĂșmero sofreu queda de 7% e atualmente, apĂłs o pagamento da Ășltima parcela, houve mais uma queda de 9%, atingindo o nĂșmero de 24,7%.

Nos gastos com cuidados pessoais, de janeiro a março de 2020, 11% da base do Guiabolso gastava dinheiro com esta categoria. Na pandemia, a proporção caiu para 7,7% e hoje apenas 6% da base de usuårios que não recebem mais o auxílio ainda gastam seu dinheiro com este segmento.
Levantamento do Guiabolso mostra o comportamento de gastos dos brasileiros que deixaram de receber a ajuda do governo federal este ano.

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