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Rio Branco
7 maio, 2021 7:44 am

Flexibilização de decreto fez aumentar aglomerações no Centro de Rio Branco

“A sensação é de que as pessoas pensam que a pandemia já acabou”, disse uma pessoa que observou o cenário

POR TIÃO MAIA, PARA O CONTILNET

A aparente confusão entre flexibilização e fim do decreto governamental que impõe medidas restritivas para aglomerações por causa da pandemia do coronavírus tem levado muitas pessoas às ruas da capital acreana.

Em locais como a Gameleira, no Segundo Distrito da cidade, e a rua Barbosa Lina, no bairro da Base, do outro lado do Rio Acre, muitas pessoas se aglomeram e, o que é pior que isso, muitas delas sem uso de máscara ou preocupação com outros protocolos sanitários, como o uso de álcool em gel e distanciamento social.

Cenas parecidas já haviam sido registradas no primeiro final de semana de flexibilização do decreto assinado pelo governador Gladon Cameli permitindo o retorno de algumas atividades comerciais consideradas não-essenciais, como bares e restaurantes.

Na região do chamado Novo Mercado velho, no centro de Rio Branco, onde funciona vários bares e restaurantes, as mesas ficam lotadas de pessoas em consumo de comidas e bebidas alcóolicas, sem preocupação com a pandemia.

“A sensação é de que as população pensa que a pandemia já acabou”, disse uma pessoa que observou o cenário. “Isso é muito perigoso porque uma nova onda do coronavirus pode estar acontecendo agora”, disse a fonte.

O Acre ainda está sob o regime de Bandeira Vermelha, no qual muitas atividades comerciais podem funcionar mas ainda com restrições de público, em geral a 20%, e medidas sanitárias ainda mais rígidas, mas não é isso que está acontecendo.

Um dos poucos locais onde há respeito às normas sanitárias e ao decreto governamental que estabelece as restrições é na “Casa do Rio”, bar e restaurante regional que funcionava no bairro da Base, cuja direção não abre mão de atender a clientela, mas dentro dos rigores exigidos contra a pandemia.

“Nós sabemos que os comerciantes precisam trabalhar, que muitos, como nós, estão no limite. O consumidor também, depois de mais de um ano com restrições, quer sair de casa, espairecer e consumir. Mas é preciso que todos tenhamos atenção: a pandemia não acabou e tudo pode ficar muito mais difícil se não houver atenção e respeito aos protocolos sanitários”, disse gerente do local, Isabel Silva.