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18 junho, 2021 4:20 pm
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Radinho fica mudo para sempre, morre personagem de Campo Grande

Personagem popular da Capital, Paulinho do Radinho morre aos 61 anos

POR LÚCIO BORGES ORTEGA - CORRESPONDENTE MS

CAMPO GRANDE (MS) – Não foi de Covid 19, mas o período tenebroso, também levou de Mato Grosso do Sul, o “Paulinho do Radinho”, que faleceu neste domingo (30).  Paulo da Silva Baptista, 61 anos, morreu no Hospital do Pênfigo em Campo Grande, conforme confirmou na manhã desta segunda-feira (31), a irmã de um personagem ‘folclórico’ ou mesmo ser humano real que vivia a atuar artisticamente no Centro da Capital. Contudo, ele será  levado para o município de Jardim, sul do Estado, onde vive a família.

O velório de Paulo começa às 10h no Cemitério Municipal de Jardim, a 150 km de Campo Grande, onde também será o sepultamento, às 13 horas, após ter ficado no hospital intubado desde o início do mês de Abril. Ele sofreu um desmaio durante uma crise de hipoglicemia ante ser diabético, e tratava a doença há seis anos.

“Paulinho do Radinho” era figura conhecida no Centro da cidade e eventos, há 23 anos, onde ele esbanjava alegria dançando, com seu radio toca fitas, para animar as pessoas que passavam, principalmente, pelo cruzamento da rua 14 de Julho com a Avenida Afonso Pena.

Quem já não viu, ou ao menos ouviu falar dessa figura icônica da Capital Morena. Assim era, Paulinho, um entusiasta e motivador da cultura, fã de Raul Sexas, espalhava sua alegria e disposição tocando músicas em seu radinho de pilha colorido, sempre acompanhado de uma dança empolgada. Um “maluco beleza”, como ele mesmo se auto referia, deixa a lição de que alegria e bom humor não tem cor, idade ou classe social, nosso Paulinho do Radinho se despede deixando eternas saudades.

Histórico Hospitalar 

O inicio da despedida de Paulinha deste plano terrestre, se iniciou no começo de março, após desmaiar em casa durante uma crise de hipoglicemia, onde sua vida virou de ponta-cabeça. “Ele mora sozinho em um apartamento. Costumava falar com ele todos os dias, mas uma vez não me respondeu. Foi quando pedi para uma amiga ver o que estava acontecendo”, lembra a irmã.

Segundo Maria, uma amiga foi até o local e com a autorização da irmã, conseguiu arrombar a porta do apartamento. “Ela o encontrou desmaiado. Pedi para que acionasse o socorro e ele foi levado para o Hospital El Kadri”.

Maria mora na cidade de Jardim, a quilômetros de Campo Grande. Desesperada, ela veio para a Capital para acompanhar o irmão. “Ele foi para o hospital, em 1 de março, onde acabou pegando uma pneumonia e ficou 38-40 dias internado. Após apresentar melhoras e por conta da covid-19, o Paulo recebeu alta”.

Depois de receber alta, ele viajou para Jardim, para ficar na casa da irmã. “Ficou um dia, mas passou mal de novo por conta da hipoglicemia, desmaiou e foi levado desacordado em uma UTI (unidade de terapia intensiva) móvel para Campo Grande porque estávamos com vaga zero no hospital de Jardim”.

Já na Capital, ele deu entrada no Hospital do Pênfigo no dia 4 de abril, onde foi intubado e permaneceu até ontem (31). O estado que já era complicado, agravou ainda mais nos últimos dias. “Novamente pegou pneumonia, fez teste de covid-19, mas deu negativo”, finalizou a irmã.

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