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21 julho, 2021 7:27 am

AC não é autorizado a importar Sputinik e Gladson pode desistir da compra de 700 mil doses

Rio Grande do Norte, Mato Grosso, Rondônia, Pará, Amapá, Paraíba e Goiá serão contemplados desta vez, com 592 mil doses

POR EVERTON DAMASCENO, DO CONTILNET

Mesmo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) tendo autorizado a importação excepcional da vacina Sputnik V por mais 7 estados brasileiros, o Acre ficou de fora pela segunda vez.

O governador Gladson Cameli anunciou em março que o Estado compraria da empresa russa 700 mil doses do imunizante.

Rio Grande do Norte, Mato Grosso, Rondônia, Pará, Amapá, Paraíba e Goiá serão contemplados desta vez, com 592 mil doses.

A autorização contou com as mesmas restrições dadas aos outros 6 estados que receberam, no início do mês, permissão de importação excepcional: Bahia, Maranhão, Sergipe, Ceará, Pernambuco e Piauí. Ao todo, esses estados tiveram autorização para importar 928 mil doses.

Em entrevista ao ContilNet, Cameli disse que talvez não seja necessária a compra do imunizante, caso cheguem nos próximos dias os lotes de vacina prometidos pelo Governo Federal.

“Pelo planejamento que o Ministério da Saúde tem sobre a quantidade de vacinas que está chegando e que ainda vai chegar, acredito que não será necessário a compra, por mais que seja aprovada”, comentou.

Veja algumas das condições sobre o uso excepcional da Sputinik V:

A vacina deverá ser utilizada apenas em adultos saudáveis (veja detalhes mais abaixo).

Todos os lotes importados só poderão ser usados após liberação pelo Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde da Fiocruz.

A Anvisa receberá relatórios periódicos de avaliação de risco-benefício da vacina.

A vacina deverá ser utilizada em condições controladas, com condução de estudo de efetividade, com delineamento acordado com a Anvisa e executado conforme boas práticas clínicas.

A Anvisa poderá, a qualquer momento, suspender a importação, distribuição e uso das vacinas importadas.

As pessoas deverão ser informadas de que a vacina “não tem avaliação” da agência quanto a qualidade, eficácia e segurança.

A vacina não poderá ser aplicada nos seguintes casos:

Pessoas com hipersensibilidade a qualquer dos componentes da fórmula

Gravidez

Lactantes

Menores de 18 anos ou maiores de 60 anos

Mulheres em idade fértil que desejem engravidar nos próximos 12 meses

Enfermidades graves ou não controladas e antecedentes de anafilaxia

Pessoas que tenham recebido outra vacina contra a Covid-19

Pessoas com febre

Pessoas vivendo com HIV, hepatite B ou C

Pessoas que tenham se vacinado nas 4 semanas anteriores

Pessoas que tenham recebido imunoglobulinas ou hemoderivados 3 meses antes

Pessoas que tenham recebido tratamentos com imunossupressores, citotóxicos, quimioterapia ou radiação 36 meses, tenham recebido terapias com biológicos incluindo anticorpos anticitocinas e outros anticorpos.

Com informações do Bem Estar.

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