25.3 C
Rio Branco
27 setembro 2021 10:40 pm

Bittar abre o jogo sobre participação em reforma ministerial: “Tenho participado de conversas”

Senador pelo Acre nega que vá ser ministro, mas admite vir conversando sobre mudanças na Esplanada dos Ministérios

POR TIÃO MAIA, PARA CONTILNET

Última atualização em 23/07/2021 08:15

As mudanças na esplanada dos ministérios do Governo Jair Bolsonaro e que devem culminar com a posse do senador Ciro Nogueira (PP-PI) na chefia da Casa Civil, o mais importante dos ministérios em Brasília, tem as digitais de pelo menos um político com mandato pelo Acre. Trata-se do senador Márcio Bittar (MDB-AC), que admitiu vir participando das reuniões e tratativas para a reforma ministério proposta por Bolsonaro.

Márcio Bittar é um dos senadores mais próximos do presidente e ele próprio foi cotado para assumir um posto na Esplanada dos Ministérios, o que, pelo menos por enquanto, ainda refuta e só admite discutir a possibilidade em 2022, quando da desincompatibilização de ministros atuais que devem concorrer às eleições do ano que vem.

“Tenho participado, desde a semana passada, de algumas conversas. Conversamos com um grupo de ministros mais próximos. Nessas conversas, discutimos um rearranjo parcial, principalmente no que parece haver uma unanimidade em relação à articulação política. Vou repetir, por exemplo, Romero Jucá. Ele disse: ‘nunca vi um governo para atender tanto o parlamento e, mesmo assim, o parlamento é sempre hostil, principalmente no Senado’. Por isso, há um consenso que essa articulação tem como melhorar”, disse Bittar.

Em função das mudanças causas pelas novas articulações, o senador piauiense deve assumir na semana que vem, quando retorna de viagem, a Casa Civil. A esperança de Bolsonaro, segundo Bittar, é que com a vinda de Nogueira para o governo melhore o diálogo com o Congresso. Outra mudança como parte desta nova relação do Governo com o Congresso será a recriação do Ministério do Emprego e Previdência, que deverá ficar a cargo de Onyx Lorenzoni.

Com Ciro Nogueira na pasta da Casa Civil, Bolsonaro dará mais liberdade para o “Centrão” indicar quais devem ser as prioridades do governo, em especial, no que diz respeito ao Orçamento. O fato de o senador ser considerado uma pessoa conciliadora e que mantém um bom relacionamento com os demais parlamentares agrada aos partidos de centro que estão na base aliada do chefe do Executivo.

spot_imgspot_imgspot_imgspot_img
É permitida sua reprodução total ou parcial desde que seja citada a fonte. Opiniões emitidas em artigos e comentários são de responsabilidade exclusiva dos autores.