Extrativismo: Preço do quilo da borracha salta de 8 para 10 reais em Sena Madureira 

Extrativismo: Preço do quilo da borracha salta de 8 para 10 reais em Sena Madureira 
Muitos seringais foram desativados e Sena Madureira deixou de ser um grande exportador desse produto.Ā Foto: cedida

Considerada como a terceira maior cidade do Acre, Sena Madureira viveu tempos Ć”ureos com relação a produção da borracha, denominada como o ā€œouro negro da AmazĆ“niaā€, em dĆ©cadas passadas. Nos seringais espalhados pelos rios Iaco, CaetĆ©, Purus e MacauĆ£, centenas de pais de famĆ­lias se dedicavam Ć  extração do leite da seringueira para fabricar o produto e, por consequĆŖncia, garantir seus sustentos.Ā 

Mas, com a decadência da borracha,  ocasionada por sua desvalorização, essa realidade mudou. Muitos seringais foram desativados e Sena Madureira deixou de ser um grande exportador desse produto. 

Somente nos Ćŗltimos anos Ć© que tal atividade ressurgiu, mediante o surgimento da empresa Veja que comeƧou a comprar a borracha do Vale do Iaco para a fabricação de calƧados. ā€œNeste ano, a empresa aumentou o preƧo. Atualmente compra a 10 reais o quiloā€, informou dona Lila, gerente da Cooperiaco em Sena Madureira.Ā 

Esse é o valor pago pela empresa, porém hÔ ainda o subsídio pago tanto pelo Governo Federal quanto pelo estadual. Somando o subsídio ao que é pago pela Veja, o seringueiro tende a receber pouco mais de 15 reais. 

Atualmente hÔ seringueiros atuando nos quatro rios de Sena Madureira, entretanto, a maior produção é oriunda do Rio Macauã. 

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