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29 julho 2021 3:49 pm

Pastor e diretor da Santa Casa é alvo de segunda denúncia de assédio e diz que foi vítima de armação

O religioso disse que os danos causados pelo compartilhamento da informação são irreparáveis

POR REDAÇÃO CONTILNET

O pastor José Ildson Viana, diretor da Santa Casa de Misericórdia do Acre, comentou as acusações de assédio movidas contra ele ainda nesta semana, em entrevista ao site Manchete Agora.

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Uma candidata a um dos 150 postos de trabalho disponíveis na instituição disse que José teria pedido uma massagem em troca da vaga.

Nesta quinta-feira (22), um outra mulher, que é biomédica e tem 36 anos, procurou a reportagem do AC24Horas para fazer uma segunda denúncia.

De acordo com ela, que registrou boletim de ocorrência com o apoio do marido, Ildson mandou uma foto em seu celular, que os dois teriam tirado juntos, dizendo que a biomédica e o seu sorriso eram lindos.

“Eu agradeci a foto e ele me elogiou, dizendo que a foto tinha ficado linda e que eu tinha um sorriso lindo. Agradeci novamente e ele disse: ‘é mérito seu’. Isso foi na sexta-feira. No domingo, pela manhã, ele mandou o emoji de uma rosa, que enviou também para várias meninas”, disse à reportagem.

Em sua defesa, o pastor destacou que o primeiro caso se trata de uma armação, quando questionado sobre a veracidade do assédio.

“Quando você lê a matéria no segundo paragrafo, já dá pra ter uma ideia do tipo de armação em que premeditadamente os fatos aconteceram, pois, essa pessoa foi para uma entrevista, conversou, contou seus problemas, suas dificuldades, chorou, falou de seus traumas de infância. Eu sou formado em psicanálise, escutei, aconselhei biblicamente, ela disse que estaria ganhando a vida dando massagem reiki, foi quando eu disse que é uma profissão como outra qualquer e um bom profissional ajuda a tirar a dor das pessoas. Resumindo: de uma conversa de mais de uma hora, se existisse contexto de “assédio sexual”, com certeza teria muito mais, foi uma armação e vamos adotar as medidas cabíveis, chegaremos com certeza em quem mandou fazer a gravação”, disse ao Manchete agora.

O religioso disse que os danos causados pelo compartilhamento da informação são irreparáveis.

“Esse tipo de denúncia sem a análise e veracidade dos fatos causa danos irreparáveis. Minha luta diária é em favor da vida e da família, tenho filhos e esposa e isso trás uma profunda indignação, primeiramente minha e depois de todos de minha família, amigos. Minha mãe tem 73 anos. Minhas irmãs ficaram abaladas. Na vida religiosa, tenho um trabalho, e na minha missão espiritual estou atento e pastoreando todos os dias, embora atualmente eu não esteja à frente de uma igreja como pastor, tenho um bom respaldo diante da maioria dos pastores do Estado, afinal eu luto e ajudo a defender as causas dos pastores e das igrejas”, destacou.

“Na vida profissional, tenho me esforçado em tudo sempre estudando e me dedicando, trabalhando finais de semana e feriados, entrando pela noite, muitos projetos extremamente promissores e a maioria para ajudar a sociedade como um todo. Esse tipo de acusação e matéria prejudica diretamente a credibilidade com relação a todos esses trabalhos, não tenho como não ficar preocupado, farei tudo o que tiver ao meu alcance, dentro da lei. Não estudei para pensar em outros caminhos que não sejam os caminhos da lei”, finalizou.

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