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24 setembro 2021 4:03 am

Avião da Gol está parado há 5 dias em RO após pane em voo que vinha para o Acre

Avião que saiu de Brasília para Rio Branco pousou em Porto Velho após painel indicar 'erro no sistema'

POR G1 RO

Última atualização em 21/08/2021 08:44

Um Boeing 737 MAX, operado pela GOL Linhas Aéreas, está ‘estacionado’ há cinco dias no aeroporto Governador Jorge Teixeira, em Porto Velho, após apresentar problemas técnicos em um voo entre Brasília e Rio Branco.

Segundo o histórico de voo, a aeronave decolou na segunda-feira (16), às 21h08, do Aeroporto Internacional de Brasília e tinha como destino o estado do Acre.

Quando sobrevoava Rondônia houve uma indicação no painel do Boeing 737 MAX de que o óleo do motor estava desviando do filtro de óleo pelo canal de bypass.

Diante do alerta no painel, os pilotos adotaram os protocolos necessários de segurança e decidiram desviar o voo para Porto Velho, que pousou às 22h30 (hora local) sem maiores problemas. Os passageiros então desembarcaram e foram reacomodados em outro voo da GOL.

Porém, desde que pousou em Porto Velho, o Boeing 737 MAX (com a matrícula PR-XMC) não realizou mais voos domésticos. Um funcionário do aeroporto informou à Rede Amazônica que o avião está ‘estacionado’ desde a segunda-feira em Porto Velho.Registro da aeronave mostra que último voo do Boeing 737 MAX-8 parou em Porto Velho — Foto: Flightradar24/Reprodução

G1 questionou a Boeing sobre a previsão do 737 MAX voltar a voar, e quando será feito o reparo, mas a empresa informou que não tem nada para comentar sobre o incidente com a aeronave.

Abaixo, veja o que disse a GOL sobre o pouso desviado para Rondônia:

“A GOL confirma que o voo 1714, que partiu na segunda, dia 16 de agosto, de Brasília (BSB) com destino a Rio Branco (RBR), alternou para o aeroporto de Porto Velho (PVH) por conta de um problema técnico em um dos motores. A tripulação conduziu os procedimentos conforme preconizado, o pouso ocorreu normalmente e os passageiros foram reacomodados em outra aeronave para o destino final”.

Histórico turbulento

 

Em março de 2019, os 737 MAX foram obrigados a ficarem no chão depois que acidentes mataram 346 pessoas na Etiópia e na Indonésia, provocou ações judiciais, investigações do Congresso e do Departamento de Justiça e cortou uma fonte importante de renda da Boeing.

Um painel da Congresso dos Estados Unidos concluiu, após 18 meses de investigação, que os dois acidentes com o Boeing 737 MAX resultado de falhas da fabricante de aeronaves Boeing e da FAA. “Eles foram o terrível resultado de uma série de suposições técnicas incorretas dos engenheiros da Boeing, uma falta de transparência por parte da administração da Boeing e uma supervisão grosseiramente insuficiente da FAA”, concluiu o relatório.

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