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Bairros de Rio Branco enfrentam escassez histórica de água nos poços: “Nunca vi isso nos últimos 10 anos”

Por EVERTON DAMASCENO, DO CONTILNET

Foto: Odair Leal/Amazônia Real

A crise hídrica e histórica prevista por especialistas e pela Defesa Civil no Acre já começa a afetar inúmeras famílias que não vivem às margens dos rios, mas dependem de poços artesianos em vários bairros de Rio Branco.

Em entrevista ao ContilNet, nesta terça-feira (10), o bombinador Benedito Sales, que trabalha há pelo menos 10 anos com o conserto de eletromotores, disse que recebe pelo menos 7 ligações por dia de pessoas que estão enfrentando problemas com o abastecimento em suas casas.

Sebastiana Rodrigues está sem água em casa (Foto: Odair Leal/Amazônia Real)

Foto: Odair Leal/Amazônia Real

“Essas pessoas reclamam que o problema é a bomba e pedem conserto, mas quando chegamos nas casas identificamos, na maioria das vezes, que se trata da falta de água ou baixa quantidade dela nos poços”, argumentou.

O acreano explicou que em todo esse tempo que trabalha com os equipamentos nunca vivenciou uma seca tão intensa como a atual.

“Uma crise que nunca vi tão forte em todos esses anos que trabalho consertando bombas”, continuou.

O bombinador disse ainda que os bairros mais afetados são os conjuntos Tucumã, Rui Lino, Universitário, Conquista, Castelo Branco e outros bairros que ficam próximos às mais conhecidas instituições de ensino superior da cidade de Rio Branco.

“As pessoas também estão desmatando muito e isso deixa a situação ainda mais preocupante. Todos nós somos afetados”, finalizou.

Também à nossa reportagem, o coordenador da Defesa Civil de Rio Branco, major Cláudio Falcão, disse que os próximos meses serão críticos para todos os acreanos, ao comentar o assunto.

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