41.7 C
Rio Branco
21 setembro 2021 11:49 am

Covid: Fiocruz diz que AC tem menor ocupação de UTI no Brasil, mas alerta para nova fase da pandemia

Os especialistas da fundação orientam que é importante reestruturar e reforçar os serviços de saúde para a “nova fase da pandemia”

POR EVERTON DAMASCENO, DO CONTILNET

Última atualização em 25/08/2021 17:00

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) lançou nesta quarta-feira (25) o último boletim observatório da Covid-19 mostrando os índices de ocupação das Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) de todo o país.

O Acre se destaca mais uma vez como o Estado com o menor percentual de leitos ocupados, com 9%. No outro extremo, considerado crítico, está Roraima, com 84%. Nas capitais, Rio de Janeiro (96%) e Boa Vista (84%) mantêm-se em nível muito crítico.

Os dados foram coletados entre 15 e 21 de agosto.

Variante Delta

Em avaliação, a Fundação fez um alerta sobre a chegada da variante Delta. No Acre, 13 casos deram “sugestivos” para a cepa.

“Após o pico de casos e óbitos, observado de março a maio de 2021, a incidência de Covid-19 vem caindo, acompanhada pela queda de mortalidade. No entanto, a alta taxa de positividade dos testes, somada ao espalhamento da variante Delta, pode favorecer a formação de um patamar elevado de transmissão por um longo período, ainda que com a redução de óbitos, em função da vacinação”, diz um trecho do boletim.

Cobertura vacinal

Sobre a cobertura vacinal contra o coronavírus nos estados brasileiros, a pesquisa apontou para um “progresso lento”.

“Os dados mostram um progresso lento da cobertura vacinal, com uma média de 1 milhão de doses aplicadas por dia. A capacidade do SUS para a distribuição e aplicação de vacinas pode chegar a 2 milhões de doses, cifra que foi alcançada em alguns dias”, continua.

Circulação de pessoas nas ruas

A retomada da circulação de pessoas nas ruas também aumentou, de acordo com a Fiocruz.

“Aliado a isto, há também uma retomada da circulação de pessoas nas ruas, em padrão próximo ao anterior à pandemia. A pandemia ainda persiste e um comportamento de atividades em níveis pré-pandêmicos, junto a um relaxamento das medidas de prevenção por parte de pessoas e gestores, contribui para a alta propagação do vírus”, destaca.

“Nova fase da pandemia”

Os especialistas da fundação orientam que é importante reestruturar e reforçar os serviços de saúde para a “nova fase da pandemia”.

“Neste cenário, é importante reestruturar e reforçar os serviços de saúde, desde as atividades de vigilância e atenção primária de saúde até os hospitais, para a nova fase da pandemia. É necessário também retomar as ações de testagem e rastreamento de contatos, de modo a identificar casos que necessitem cuidados hospitalares ou intensivos, ao mesmo tempo em que se interrompem as cadeias de transmissão. Permanecem como fundamentais o uso de máscaras, principalmente em ambientes fechados, a higienização das mãos com frequência e a manutenção de distanciamento físico, evitando-se completamente aglomerações. Esses cuidados são necessários para que se contenha a transmissão do vírus e se evite o surgimento e a circulação de novas variantes”, finaliza.

spot_imgspot_imgspot_imgspot_img
É permitida sua reprodução total ou parcial desde que seja citada a fonte. Opiniões emitidas em artigos e comentários são de responsabilidade exclusiva dos autores.