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“Dizer que voto auditável gerará compra de voto não acrescenta nada”, diz Alessandra Marques

Por EVERTON DAMASCENO, DO CONTILNET

“Dizer que voto auditável gerará compra de voto não acrescenta nada”, diz Alessandra Marques

Alessandra Marques/Foto: Arquivo/ContilNet

Repercutindo seu posicionamento a respeito do voto auditável, a promotora Alessandra Marques usou novamente suas redes sociais nesta segunda-feira (2) para explicar que o assunto não pode ser foco de uma “briga entre os dois extremos” no Brasil.

“Neste país onde tudo é partidarizado e judicializado, ainda há vida fora dos extremos sim. Para evitar novos problemas, vou deixar claro que não faço parte da polarização entre voto auditável e voto não auditável que está na crista da onda no país”, escreveu.

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“Dos mais de 40 países que usam o voto eletrônico, somente Brasil, Butão e Blangadesh não adotam o voto auditável. Ademais, a maioria já utiliza urnas de segunda geração”, continuou.

Marques, que já respondeu pela Promotoria Eleitoral no ano de 2018, quando aconteceu o último pleito para os cargos de deputado estadual e federal, governador, senador e presidente da República, destacou que “dizer que o voto auditável gerará compra de voto não acrescenta nada”.

“Porque no Brasil sempre houve compra de voto e curral eleitoral com ou sem urna eletrônica, sendo que no tempo do voto escrito ele era facilmente adulterado até por quem trabalhava na eleição”, argumentou.

Alessandra finalizou a publicação dizendo que o eleitor tem direito ao comprovante de votação e o sistema tem que ser e parecer confiável.

“Vamos para o futuro, gente, não só o eleitor tem direito ao comprovante de votação como o sistema tem que ser e parecer confiável. Retirem esse debate da briga entre os extremos que se digladiam, porque isso não leva o país ao desenvolvimento”, concluiu.

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