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28 setembro 2021 3:50 pm

Filho de ex-presidente boliviana diz que mãe está se recuperando bem, na prisão

Jeanine Añez está presa acusada de sedição e terrorismo e teria se mutilado na prisão, disseram autoridades locais

POR TIÃO MAIA, PARA CONTILNET

Última atualização em 23/08/2021 13:20

Informações da imprensa da Bolívia dão conta de que a ex-presidente interina do país, Jeanine Añez, que está presa em La Paz e que teria se mutilado na prisão no último final de semana, está melhor de saúde e até aparentando algum bom humor. A informação é de um filho da ex-presidente, José Armando Ribera, que conseguiu pernoitar, depois de um acordo com as autoridades penitenciárias locais, ao lado da mãe, na prisão localizada na região de Miraflores.

De acordo com o rapaz, sua mãe está tomando remédios. “Agora ela está um pouco mais calma, está com um humor melhor porque pude acompanhá-la e verificar se ela está bem, se está bem cuidada, tomando seus remédios”, disse Rivera ao Atendimento Central na porta do prisão. “Estaremos com ela pelo menos à noite, não devemos deixá-la sozinha”, acrescentou.

Na manhã de domingo, o diretor do Regime Penitenciário, Juan Carlos Limpias, informou que foi feito um acordo com a família da ex-presidente para que um parente passe a noite com ela na prisão até que se recupere. Além disso, será permitido o acesso de psicólogo clínico e nutricionista que será fornecido pela família Ribera.

Essas medidas ocorreram depois que Añez tentou “se machucar” e recebeu pontos pelos ferimentos. Añez cumpriu recentemente cinco meses de prisão, após sua prisão na madrugada de sábado, 13 de março deste ano, em Beni. A ex-presidente é acusada de sedição e terrorismo, pelos fatos que desencadearam a renúncia de Evo Morales, em novembro de 2019.

Sua saúde tem estado em debate nas últimas semanas, após repetidas reclamações de sua família e de figuras públicas. Pelo fato da ex-presidente ser hipertensa e apresentar quadro de depressão, nos últimos dias foi transferida para diversos centros de saúde por ordem do Regime Penitenciário para médicos realizarem exames. Sua família, porém, relatou que ela não foi submetida a exames rigorosos e que o ritmo das transferências afeta sua saúde.

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