Gladson concorda com redução do ICMS para baixar preço da gasolina, mas espera contrapartida de Bolsonaro

Gladson concorda com redução do ICMS para baixar preço da gasolina, mas espera contrapartida de Bolsonaro
O presidente Jair Bolsonaro com o governador Gladson Cameli. Foto: Reprodução

Depois que o presidente Jair Bolsonaro atribuiu o alto preƧo da gasolina e de outros combustĆ­veis a um imposto estadual, o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e ServiƧos), afirmando que o valor tem subido por uma ā€œganĆ¢ncia de governadoresā€, o chefe do executivo acreano, Gladson Cameli, se posicionou sobre o assunto em entrevista ao ContilNet, neste sĆ”bado (28).

ā€œConcordo que o valor cobrado pelo ICMS deve diminuir. Acho muita vĆ”lida essa ideia. Em contrartida, o Estado precisa ser compensado por isso, pelo Governo Federal, com mais investimentosā€, disse o governador.

ā€œSe eu baixo o valor, comprometo as finanƧas e a receita do governo. Como vou pagar os funcionĆ”rios e as demais despesas?ā€, questionou o progressista.

Atualmente, no Acre, a alíquota chega a 25%. A mudança na tributação é também a sugestão de alguns deputados da Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), que propõem uma redução para pelo menos 17%.

Gladson avalia que um caminho precisa ser encontrado para que a população pague um preço justo pelos combustíveis.

ā€œNĆ£o adianta a gente ficar falando e falando. Precisamos sentar e verificar um caminho que vamos trilhar para resolver a situação e nĆ£o permitir que a população pague um preƧo tĆ£o alto por combustĆ­velā€, argumentou o governador.

Na ocasião, Cameli criticou o ex-governador Jorge Viana (PT).

ā€œQuem aumentou pela Ćŗltima vez o valor do ICMS nĆ£o fui eu. Foi o Jorge Viana. Mas concordo que a gente reduza, desde que o Estado receba mais investimentos para nĆ£o ter suas receitas comprometidas. NĆ£o posso Ć© cobrir um santo e descobrir outro, porque aĆ­ coloco em jogo a Economia do Estadoā€, finalizou.

Alguns economistas e especialistas brasileiros que estudam os dados oficiais a respeito do tema defendem que o fator que mais pesou para o aumento do preço nos últimos meses não foi o ICMS, mas sim os reajustes feitos pela Petrobras. O imposto estadual compõe uma parte importante do valor que os motoristas pagam nos postos, mas os percentuais cobrados não sofreram alterações recentemente.

O preƧo da gasolina comum Ć© composto por cinco itens, segundo AgĆŖncia Nacional do Petróleo, GĆ”s Natural e BiocombustĆ­veis (ANP): PreƧo do produtor (refinarias da Petrobras e importadores); PreƧo do etanol – o combustĆ­vel que chega aos postos tem 73% de gasolina A e 27% de etanol; Tributos federais – PIS, Cofins e Cide; Imposto estadual – ICMS; Distribuição, transporte e revenda.

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