A operação deflagrada pela Polícia Civil na manhã desta terça-feira (10), na sede do Instituto de Administração Penitenciária do Acre (Iapen) e na Unidade Penitenciária Francisco de Oliveira Conde (FOC), tem a ver com a investigação de supostas irregularidades no fornecimento de marmitas para detentos na capital acreana.
Os agentes da Delegacia de Combate a Crimes de Corrupção (Decor) atenderam a um pedido judicial também acompanhado pelo Ministério Público do Acre (MPAC) para coletarem informações e documentos nas unidades.
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A operação investiga, inicialmente, duas empresas licitadas: a atual e a anterior, da gestão passada, que fornecia a alimentação para a unidade há pelo menos 10 anos, de acordo com o presidente do Iapen, Arleilson Cunha.
O foco dessa primeira fase é apurar a entrega de mais marmitas do que o necessário para alimentar os detentos.
Em coletiva à imprensa realizada na sede da Polícia Civil, também nesta terça-feira, o delegado geral Josemar Moreira destacou que nenhum crime foi constatado até o momento, mas que os possíveis indícios estão sendo investigados.
“É importante destacar que não temos crimes configurados e constatados, mas possíveis irregularidades que estão em investigação”, salientou.
Ainda não é possível mensurar se houve prejuízo para o Estado.
Arleilson explicou durante a coletiva que uma parte das informações foi coletada a partir de uma auditoria feita pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) nos contratos firmados entre o órgão e as empresas.
“Temos feito de tudo para contribuir com o bom funcionamento do Iapen e extinguir qualquer possibilidade de corrupção. Por isso, nos colocamos à disposição do TCE, fornecendo toda documentação necessária, e da Polícia Civil para esclarecer tudo isso”, finalizou.