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21 setembro 2021 4:31 pm

Após duas décadas fora, dupla referência no jornalismo acreano regressa ao estado; entrevista completa

Antônio Stélio e Moura Neto vieram escrever livro sobre a história de vida do dono da Livraria Paim

POR TIÃO MAIA, PARA CONTILNET

Última atualização em 10/09/2021 17:31

Depois de vinte anos de ausências, os jornalistas Manuel Moura Neto e Antônio Stélio de Castro, que tiveram destacada atuação na imprensa acreana, estão de volta a Rio Branco. Ambos vivem atualmente em Natal, no Rio Grande do Norte.

Moura Neto, ex-editor-chefe dos extintos jornais impressos “O Rio Branco” e “Página 20”, é natural de Natal e viveu em Rio Branco a partir de meados dos anos 80, quando veio trabalha em Rio Branco, n’O Rio Branco. Aqui, foi, como jornalista, testemunha privilegiada dos acontecimentos que marcaram o Acre: os assassinatos, com uma diferença de quatro anos entre um crime e outro, do sindicalista Chico Mendes, em 1988, e do então governador Edmundo Pinto, em 1992. “Mas, afora isso, aqui vivi grandes momentos como jornalista”, conta Moura, que conheceu a esposa, dona Liberdade, em Rio Branco, e com a qual vive até os dias de hoje após retornar à terra (literalmente) natal, nos anos 2000.

Antônio Stélio de Castro é um desses acreanos ditos de pé rachado o qual praticamente dispensa apresentações. Filósofo, poeta, jornalista, virou escritor com pelo menos dez obras publicadas, entre poesia, ensaios, biografias e romances. Dentre os romances, três se destacam: “O Escaravelho da Floresta”, sobre a passagem de Euclides da Cunha pelo Acre e a formação de Sena Madureira, no início do século passado; o “Anjo devasso”, sobre o poeta potiguar Juvenal Antunes, que viveu no Acre a partir dos anos 20 até uma década e meia depois, e sobre Rosalina da Silveira, uma professora assassinada em Rio Branco por um presidiário nos anos 40.

Tudo isso depois de fundar, em Rio Branco, nos anos 90, o jornal “Página 20”, que fez história na imprensa do Acre por seu comprometimento com a reportagem investigativa. Os dois, a propósito, estão fazendo jus a uma máxima de outro grande jornalista destas terras seringueiras, o falecido José Chalub Leite, segundo o qual o Acre é tão fora de mão que aqui ninguém vem a passeio, os dois estão na Capital a trabalho.

Ambos, com ajuda de uma equipe de repórteres e redatores atuando no Acre e em Natal, estão colhendo dados para mais uma biografia. Trata-se de um livro autorizado sobre a vida do empresário Manuel Maria Paim, o maior investidor deste setor na região Norte. “Mesmo com a pressão dos livros digitais, Paim, que sempre foi um visionário, continua investindo e resistindo no setor do livro impresso. Mas não é só isso. Sua história é de um vencedor e estamos aqui para colocar isso no papel”, disse Stélio Castro.

Para entrevistar os dois jornalistas, ContilNet destacou o colaborador Tião Maia, repórter contemporâneo e amigo dos dois entrevistados. A entrevista pode ser acessada no vídeo a seguir:

Para assistir na íntegra, sem interrupções dentro do ContilNet Play, CLIQUE AQUI.

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