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18 outubro 2021 12:20 pm

Corpo de brasileira achado no deserto dos EUA estava a 400 metros de uma casa

Lenilda dos Santos morreu aos 49 anos quando tentava entrar ilegalmente nos EUA; ela foi abandonada pelos amigos de infância. Há quase 15 dias a família sofre com a perda e a falta de um corpo pra velar

POR G1

Última atualização em 27/09/2021 15:41

O corpo de Lenilda dos Santos, a brasileira achada morta no deserto há 11 dias quando tentava entrar ilegalmente nos Estados Unidos (EUA), ainda não foi liberado para ser enviado ao Brasil. Segundo a família, a expectativa é que a autorização e o translado ocorra apenas nas próximas semanas.

Em uma entrevista ao Fantástico, exibida na noite deste domingo (26), a filha de Lenilda contou que o corpo da mãe foi achado a 400 metros de uma casa trailer, indicando que brasileira tentou pedir ajuda a alguém em seus últimos momentos de esperança e vida.

Para assistir o vídeo, CLIQUE AQUI!

“Ela lutou até o fim. Eu acordo eu não consigo fazer um café, não consigo limpar uma casa, não consigo fazer nada. Porque a gente tá tendo um velório sem corpo”, desabafou Genifer Oliveira, uma das filhas de Lenilda, durante entrevista ao Fantástico.

Lenilda saiu de Vale do Paraíso dia 13 de agosto com o objetivo de atravessar a fronteira entre México e EUA, através do deserto, com ajuda de um coiote (pessoa paga para atravessar imigrantes ilegalmente pelas fronteiras). Ela estava acompanhada de dois amigos que moravam na mesma cidade e a conheciam desde a infância.

Os três viajantes passaram 33 dias na mesma casa esperando o melhor momento para atravessar o deserto. A caminhada iniciou em um domingo e já no dia seguinte Lenilda estava muito desidratada e passando mal.

Em áudios enviados à família, Lenilda conta que os amigo decidiram seguir caminho sem ela, mas voltariam para buscá-la. Ela só precisava seguir andando mais um pouco até o local combinado e aguardar por ajuda.

Lenilda foi encontrada morta nove dias depois. A família acredita que ela morreu de sede após ser abandonada.

“Eles abandonaram ela na segunda. Ela ainda caminhou a terça todinha, chegou no lugar que tinha que chegar e ninguém veio buscar”, conta a filha.
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