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13 setembro 2021 11:52 am

Número de adoção de pets na pandemia cresce 30% no país, mas realidade no AC é diferente

Segundo o levantamento da Comissão de Animais de Companhia, gatos foram mais adotados que cachorros. No Acre, ONGs ainda lutam para estimular adoção

POR RENATO MENEZES, PARA CONTILNET

Última atualização em 13/09/2021 11:52

O número de pets que passaram a integrar os lares dos brasileiros aumentou 30% durante a pandemia. Quem diz isto é a pesquisa inédita Radar Pet 2021, realizada e divulgada pela Comissão de Animais de Companhia (Comac). Segundo o levantamento, o motivo pelo qual embasa este aumento foi o isolamento social ocasionado pela pandemia de Covid-19.

A pesquisa, que entrevistou 750 pessoas de todos os estados brasileiros, também revelou que os gatos foram mais adotados que os cachorros, principalmente por parte de casais sem filhos. Segundo o coordenador da comissão em comunicado enviado à imprensa, muitas mães e pais de pets adotaram pela primeira vez durante a pandemia.

“Os animais de companhia são extremamente importantes para a saúde e o bem-estar emocional das famílias durante esse período de estresse”, complementou o relatório, incentivando a adoção.

Quem costuma adotar, de acordo com o levantamento, são pessoas que moram sozinhas. Além disto, também foi constatado que os índices de consideração do animal como membro da família aumentou, bem como a preferência por bichinhos mais jovens e peludos. A região Sul, por sua vez, foi a que mais registrou adoção.

Com baixa no número de doações, ONGs de adoção de animais no AC ainda lutam para estimular adoção. Foto: Reprodução/Amor à Quatro Patas

NO ACRE

No entanto, nem tudo são flores. O número de animais nas ruas ainda é alto. Mesmo com a sanção da Lei de nº 14.064, de 29 de setembro de 2020, que prevê o aumento de pena e multa para quem cometer maus tratos a animais, a Comac estima que mais de 10 milhões de cães e gatos foram abandonados durante a pandemia.

No Acre, a Sociedade Amor à Quatro Patas (SAQP), que atua em prol da adoção e dos direitos dos animais, está na ativa desde dezembro de 2011. Segundo a representante legal da SAQP, Amanda Rebeka Lima, houveram muitas adoções, mas o número de pets abandonados e de devoluções ainda é alto, o que sobrecarrega os trabalhos da ONG e impede a realização de posteriores resgates.

“Teve algumas adoções esse ano, mas também ocorreu muitas devoluções. Infelizmente, ainda temos muitos animais em nossa responsabilidade”, complementou, dizendo que eles ainda têm mais de 50 animais sob responsabilidade da SAQP, incluindo pets adultos que estão disponíveis esperando por um lar.

Amor à Quatro Patas publica cards interativos contando a história dos animais que estão disponíveis para adoção. Foto: Reprodução/Amor à Quatro Patas

A ONG atua com transporte, resgate e tratamento de animais feridos, bem como sobre a publicação de conteúdos de conscientização, estímulo à adoção e castração. Além da adoção, que pode ser feita através do Instagram da Amor à Quatro Patas (https://www.instagram.com/amoraquatropatas), as pessoas podem ajudar com doações de ração, dinheiro e outros mantimentos, “apadrinhar” um animal com custeio de tratamento, carona solidária ou lar provisório.

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