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25 setembro 2021 4:55 pm

Projeto social que atende crianças de bairros periféricos com prática de artes marciais se expande no AC

"Temos inúmeras crianças e adolescentes que precisam dessa inciativa, que pode até ser um resgate"

POR EVERTON DAMASCENO, DO CONTILNET

Última atualização em 09/09/2021 16:49

O projeto Esporte pela Vida, que atende dezenas de crianças e adolescentes com a prática de artes marciais, luta e capoeira, está se expandindo em Rondônia e no Acre.

O objetivo do movimento, coordenado pelo administrador e mestre em artes marciais, Sandro Rocha, que mora atualmente em Porto Velho, é promover inserção social e autonomia entre os pequenos, incentivando, inclusive, a busca pela Educação.

“É um apoio que oferecemos para as crianças e adolescentes que precisam entender a força que o esporte e as artes têm na vida e no desenvolvimento social de todos nós, sempre ancorados na Educação”, disse Rocha à reportagem do ContilNet.

Em Rondônia, onde o projeto ganha força na capital Porto Velho, a maior parte do público é integrante de bairros periféricos e afastado dos grandes centros. “São esses lugares que precisamos alcançar com ainda mais força, porque não temos essa população assistida de forma integral, na maioria das vezes”, argumentou.

O Esporte pela Vida recebe o apoio financeiro do Governo do Estado de Rondônia e da Assembleia Legislativa, além de doações dos parceiros envolvidos. O fato é que não apenas crianças e adolescente são os beneficiados. Parte da ação envolve a entrega de cestas básicas para famílias carentes que estão diretamente ligadas ou não ao projeto.

Sandro Rocha (à esquerda) é coordenador do projeto/Foto: Reprodução

“Temos um trabalho amplo que vai desde a educação pelo esporte até a entrega de cestas básicas para as famílias, mesmo aquelas que não fazem parte diretamente do nosso projeto”, salientou.

Para que os pequenos participem da iniciativa é necessário que estejam matriculados nas escolas e participando das aulas com frequência.

O trabalho prestado por Sandro e outros inúmeros professores e técnicos é voluntário. “Nos oferecemos para fazer o que fazemos, de forma voluntária, como um compromisso de vida”, enfatizou.

Atualmente, em Rio Branco, quem atua em uma extensão do projeto com alunos da mesma faixa etária é o professor de taekwondo Jay MaMackenzie, no Centro de Educação de Jovens e Adultos (Ceja), cedido pelo poder público para a realização das atividades sem fins lucrativos.

O objetivo de Rocha é estender o projeto para outros municípios do Acre com o apoio das autoridades e da sociedade civil. “Temos inúmeras crianças e adolescentes que precisam dessa inciativa, que pode até ser um resgate, por conta da situação complexa que vivemos atualmente, se tratando dos índices de violência e evasão escolar”, finalizou.

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