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Ao ContilNet, Prefeitura de RB diz que está impedida de realizar concurso para contratar médicos

Por EVERTON DAMASCENO, DO CONTILNET

Ao ContilNet, Prefeitura de RB diz que está impedida de realizar concurso para contratar médicos

Foto: Assis Lima

A secretária municipal de Saúde, Sheila Andrade, disse em entrevista ao ContilNet, nesta quarta-feira (27), que a Prefeitura de Rio Branco não tem condições legais e orçamentárias para contratar efetivamente novos médicos, após ação civil pública impetrada pelo Sindicato dos Médicos do Acre (Sindmed) contra o executivo, pedindo anulação de um processo seletivo para convocação temporária de novos profissionais.

O sindicato alega que existem irregularidades no método de contratação, ocasionando descumprimento da Constituição Federal.

SAIBA MAIS: Sindicato dos médicos pede anulação de concurso da prefeitura e ameaça deflagrar greve em novembro

Para a entidade, o município não realiza concurso desde 2015 e “as contratações temporárias estão ocupando vagas efetivas, o que resultaria em prejuízo para a população”.

Sheila informou que o município segue o que diz a lei federal de nº 173/2020, sancionada pelo Governo Federal, que proíbe o aumento de gastos nos municípios e nas unidades da federação durante a pandemia do novo coronavírus.

“O cenário que temos não nos permite fazer um concurso público. A lei federal de nº 173 coloca alguns limites na aplicação da verba pública, ainda que seja a nossa intenção contratar efetivamente novos profissionais”, destacou.

“A realização de um concurso público tem um impacto financeiro considerável e, por isso, não é de uma hora para outra que o executivo pode tomar a decisão de fazer um certame e contratar as pessoas sem observar a folha e o que diz a legislação”, continuou.

Andrade diz que a atual gestão realizou o seletivo para atender a necessidade da população e das unidades de saúde.

“A medida mais legal que temos no momento é a contratação temporária, pensando na necessidade da nossa população por mais médicos, especialmente neste momento de pandemia, e no que cabe na folha, dentro de uma perspectiva orçamentária. O que fizemos diferente de outras gestões foi alterar o período de contratação de 6 meses para 1 ano”, salientou.

Sobre a falta de reforma no Plano de Cargo, Carreira e Remuneração (PCCR) – outro ponto também levantado pelo sindicato -, a secretária argumentou que a Prefeitura está em diálogo com a categoria e organizando comissões para tratar do assunto, também observando os limites financeiros.

Sheila disse que a Semsa não foi informada sobre a possibilidade de greve em novembro.

“Não fomos informados sobre a greve, mas todo movimento nesse sentido é legal. O que considero injusta é tomar qualquer decisão sobre o assunto sem levar em consideração o atual cenário e suas complexidades”, finalizou.

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