ComissĂ”es discutem desafios da permanĂȘncia de indĂ­genas no ensino superior

ComissĂ”es discutem desafios da permanĂȘncia de indĂ­genas no ensino superior
Formação educacional precåria dificulta acesso de indígenas ao ensino superior. Arison Jardim/Governo do Acre

As comissĂ”es de Educação e de Legislação Participativa da CĂąmara dos Deputados discutem nesta terça-feira (5) os desafios da permanĂȘncia de indĂ­genas no ensino superior brasileiro.

O debate foi sugerido pelos deputados Professora Rosa Neide (PT-MT) e Waldenor Pereira (PT-BA). Segundo eles, a formação escolar e os processos seletivos de ingresso nas universidades excluem os povos indĂ­genas. “Refletir sobre a presença indĂ­gena na universidade Ă© tambĂ©m pensar sobre como a universidade chega aos espaços territoriais que, historicamente, sempre foram dos povos indĂ­genas e sobre como ainda estĂĄ no imaginĂĄrio social que esse nĂŁo Ă© um lugar de direito das pessoas indĂ­genas”, afirmam os deputados no requerimento em que pedem a realização da audiĂȘncia.

Os deputados relembram que a entrada dos primeiros indĂ­genas em universidades no PaĂ­s aconteceu na dĂ©cada de 1970 com apoio de organizaçÔes nĂŁo governamentais e religiosas. Na dĂ©cada de 1990, esse acesso se deu por meio de convĂȘnios entre a Fundação Nacional do Índio (Funai) e universidades privadas ou comunitĂĄrias.

SĂł em 2008, foi criada uma polĂ­tica pĂșblica especĂ­fica: o Programa de Licenciatura Intercultural IndĂ­gena, focado na formação de docentes indĂ­genas para atuação nas escolas de educação bĂĄsica das comunidades indĂ­genas. E em 2012, a Lei de Cotas passou a reservar vagas para estudantes indĂ­genas.

Segundo o censo do ensino superior no Brasil, apresentado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), em 2018 havia 57.706 indígenas matriculados em diversos cursos superiores. Desses 42.256 estavam matriculados em instituiçÔes privadas.

Debatedores

Foram convidados para discutir o assunto com os deputados, entre outros:

– um representante do MinistĂ©rio da Educação;
– a coordenadora da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil, Sînia Guajajara;
– o professor do curso de licenciatura específica para formação de professores indígenas da Universidade Federal do Amazonas Gersem Baniwa;
– o presidente da Associação Brasileira dos Reitores das Universidades Estaduais e Municipais (Abruem), Rodrigo Bruno Zanin; e
– o coordenador do Encontro Nacional dos Estudantes Indígenas no Brasil, Kñhu Pataxó.

Confira a lista completa de convidados

A reuniĂŁo serĂĄ realizada Ă s 15 horas, no plenĂĄrio 4.

Os interessados poderão acompanhar o debate, ao vivo, pelo portal e-Democracia, inclusive, enviando perguntas, críticas e sugestÔes aos convidados.

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