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28 novembro 2021 5:03 am

Estudante de veterinária vendia 12 pílulas de abortivo por R$ 4 mil

POR METRÓPOLES

Última atualização em 21/10/2021 13:25

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), juntamente com equipe de policiais do estado da Bahia, deflagrou, nesta quinta-feira (21/10), a segunda fase da operação Sexto Dia para desarticular um esquema criminoso destinado à venda de medicamentos usados para cometer aborto. A ação da Delegacia de Repressão a Crimes Cibernéticos (DRCC) ocorreu em Salvador (BA) onde um grupo, por meio de aplicativo de mensagens, vendiam o abortivo para todo o Brasil.

A investigação identificou que uma estudante de medicina veterinária, de 24 anos, comandava o esquema. A estudante disse à polícia que realizava a venda dos medicamentos para todo território nacional. A jovem teria assumido que possuía uma página na rede social e que por lá trocava contato com os clientes, onde vendia uma cartela com 12 comprimidos por R$ 4 mil.

Os policiais cumpriram dois mandados de busca e apreensão nas residências de suspeitos e prendeu um suspeito que operava na organização. O indivíduo poderá ser indiciado pelo crime de venda e exposição ao comércio de produtos destinados a fins medicinais, de procedência ignorada. O delito prevê pena de até 15 anos de reclusão.

Os interessados preenchiam um formulário e citavam a possibilidade de aborto de até 12 semanas. Em uma das conversas que a polícia teve acesso, uma jovem afirma que tomou oito comprimidos do abortivo vendido pelo grupo e, após nove horas, percebeu coágulos saindo da vagina.

A associação criminosa tem como modus operandi a disponibilização de perfis em redes sociais de apoio à mulher e por lá informam a possibilidade de aborto seguro com utilização do medicamento intitulado Cytotec. Este remédio tem na sua composição Misoprostol, indutor abortivo e sujeita a controle especial.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) estabelece que as vendas de medicamentos à base da substância Misoprostol são restritas a estabelecimentos hospitalares devidamente cadastrados e credenciados junto à autoridade sanitária competente.

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