O consultor da presidĂȘncia do Sistema FecomĂ©rcio/AC, EgĂdio GarĂł, comentou sobre o projeto que propĂ”e mudança no cĂĄlculo da tributação dos combustĂveis, aprovado na Ășltima quinta-feira, 14, pela CĂąmara dos Deputados. Para ter validade, o texto ainda precisa passar pelo Senado, mas para GarĂł, Ă© relevante para o consumidor por conta de uma possĂvel redução de 8% no preço final.
Segundo levantamento realizado pelo Instituto Superior de Administração e Economia da Fundação GetĂșlio Vargas (ISAE/FGV), os combustĂveis, a energia elĂ©trica e a carne estariam entre os itens mais caros com a inflação. AlĂ©m disso, atualmente, o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS) Ă© cobrado em porcentagem em cima do preço final dos combustĂveis, com alĂquotas que variam de acordo com o Estado.
De acordo com o consultor, o que muda com a proposta é que o ICMS, cobrado na origem e com substituição tributåria, passa agora a ser cobrado nos Estados, não havendo redução na carga tributåria dos mesmos. O ICMS incide na circulação das mercadorias cada vez que elas se movimentam, ou seja, quando é refinado, recolhe-se na distribuição; na distribuição aos postos, torna a incidir por ter circulado e, quando chega no posto, torna a incidir na venda.
âEm todas essas etapas, tambĂ©m incidem por conta da circulação. A determinação do percentual do ICMS reduzirĂĄ a arrecadação do Estado e, consequentemente, se refletirĂĄ numa redução dos investimentos necessĂĄrios ao desenvolvimento do Estadoâ, finalizou GarĂł.
