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26 novembro 2021 6:06 pm

Acusados de matar travesti Ághata Lios vão a júri popular na próxima semana

A vítima de 23 anos foi morta em 26 de janeiro de 2017, em razão de disputa por ponto de prostituição na área industrial de Taguatinga

POR METRÓPOLES

Última atualização em 12/11/2021 16:52

O Tribunal do Júri de Taguatinga inicia, na próxima terça-feira (16/11), o julgamento dos cinco acusados pelo homicídio de Wilson Júlio Suzuki Júnior, conhecida como Ághata Lios (foto em destaque). O crime aconteceu em 26 de janeiro de 2017 no interior do Centro de Distribuição dos Correios, em Taguatinga. O motivo seria uma briga por pontos de prostituição.

Daniel Ferreira Gonçalves, nome social Carolina Andrade, foi denunciado por homicídio qualificado e roubo. Greyson Laudelino Pessoa, nome social Bruna Alencar, e Francisco Delton Lopes Castro, nome social Samira, também respondem por homicídio. Deyvisson Pinto Castro, nome social Lohanny Castro, além da denúncia por homicídio, ainda teve acrescentado ao processo, corrupção de menores.

Letícia Oliveira Santos é acusada por participação no crime ao emprestar a arma usada e corrupção de menores.

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Segundo a denúncia do Ministério Público do DF, quatro dos acusados teriam desferido golpes de faca e facão na vítima, causando ferimentos que a levaram à morte. O órgão informou ainda que a motivação da morte foi caracterizaria por motivo torpe, cruel e com emprego de meios que dificultaram a defesa da vítima.

Letícia Oliveira Santos é a única entre os acusados que responde em liberdade. Os demais estão presos provisoriamente.

Sessão de julgamento

A sessão de julgamento está prevista para começar às 9h, no plenário do Fórum de Taguatinga. A expectativa é que o julgamento estenda-se por dois dias. Ao todo, Ministério Público e Defesas Técnicas arrolaram 10 testemunhas.

Inicialmente, o júri estava marcado para o dia 17 de fevereiro de 2020, mas foi redesignado para 23 de março após pedido da defesa para análise de provas. Em virtude da pandemia e das medidas de isolamento impostas à época, o julgamento foi adiado e marcado para o dia 16.

O acesso à audiência será restrito às partes do processo, ainda em virtude da pandemia e das medidas de segurança sanitárias e distanciamento social decorrentes da Covid-19.

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