Germano defende ‘Papai Noel Gay’, diz que críticas são por homofobia e explica evento

Germano Marinho. Foto: Reprodução

Após tantas polêmicas em torno da aprovação por parte da Fundação Garibaldi Brasil do projeto intitulado Papai Noel Gay, em Rio Branco, o presidente do Conselho Estadual de Combate à Discriminação LGBT do Acre, Germano Marinho, se manifestou em defesa do evento.

Marino explicou que o projeto é uma ação, por manifestação cultural, onde o artista se apresenta de forma performática, vestido de drag queen, “com músicas, havendo também no conjunto da apresentação à distribuição de insumos de prevenção ao HIV e outras doenças, buscando promover uma reflexão coletiva, com foco na preservação de doenças sexualmente transmissíveis, o combate às práticas discriminatórias voltadas a população LGBTQIAP+”, detalhou.

Ele nega as acusações recebidas de que o evento poderia incentivar os expectadores de maneira negativa, reiterando o caráter solidário e didático do projeto.

“De nenhuma maneira, a apresentação incita crianças, jovens, adultos e idosos a estarem se transformando em homossexuais ou buscando atingir esse objetivo. Na apresentação é arrecadado alimentos não perecíveis, sendo realizadas cestas básicas e distribuídas para a população carente”, diz.

Marino destacou também que o Papai Noel Gay existe há 12 anos e já beneficiou mais de 600 famílias. “É absurdo o tamanho e a proporção discriminatória que se chegou com isso. E evidente que fique registrado que o projeto não fere em nada a cultura ou concepção de nenhuma crença. Fato é, que não podemos compactuar com a homofobia institucional, com manifestações discriminatórias, principalmente de instituições culturais. Pior ainda, de legisladores em relatar e discriminar uma ação sem ao menos ter conhecimento real do que se trata o projeto”, escreveu.

Por fim, Germano pediu que o prefeito Tião Bocalom não seja “mais um gestor homofóbico” e aconselhou ao proponente do projeto que vá à Justiça para garantir que o evento acontece.

“Aconselho ao proponente do referido projeto, buscar ingressar na justiça, com apoio do Centro de Atendimento às Vítimas (CAV), do Ministério Público do Acre, a referida retratação por tamanha proporção que tomou, devido o descaso dos órgãos de cultura em não desmistificar seu projeto e o deixar entregue a má sorte de toda essa carga de preconceito e discriminação. Ressaltando que a Homofobia é crime no Brasil, equiparado ao crime de racismo, Lei (7716/89). Papai Noel e um advento cultural para todas as pessoas, para todas as famílias independente de orientação sexual, identidade de gênero, cor, raça, idade, etnia ou religião”.

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