O Senado vai inaugurar nesta terça-feira o memorial permanente em homenagem às vítimas da Covid-19 no Brasil. Diferentemente do que havia sido proposto pela CPI da Covid, o monumento será instalado na parte interna da Casa, e não no espelho d’água do Congresso, como era previsto inicialmente.
O memorial conta com 27 prismas de mármores que representam os estados brasileiros e o Distrito Federal. Ele será instalado na antessala do auditório Petrônio Portela. A escolha do espaço se deu após as dificuldades de instalar o monumento na parte externa do prédio, visto que ele é tombado.
A instalação do memorial foi uma proposta do relatório final da comissão parlamentar de inquérito que investigou a condução da pandemia do coronavírus pelo governo federal. O autor da proposta foi o relator da CPI, o senador Renan Calheiros (MDB-AL).
Pelo Instagram, Renan compartilhou um vídeo das peças de mármore que compõe o monumento. O senador também escreveu que a instalação do memorial renova o compromisso da comissão de penalizar os culpados pelas irregularidades na condução da crise sanitária.
“Nesta terça-feira vamos inaugurar o Memorial às vítimas da Covid. Além de homenagem, é reparação para a posteridade. Solidariedade às famílias da lembrança que dói para sempre. Principalmente, é a renovação do compromisso da CPI com o Brasil: há culpados; quem fez isso vai pagar”, escreveu.
Além de Renan, também estarão presentes no evento para inaugurar o monumento o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), o presidente da CPI, Omar Azir (PSD-AM), e o vice-presidente do colegiado, Randolfe Rodrigues (REDE-AP). Um representante das famílias das vítimas também estará na cerimônia.
Desde o início da pandemia, mais de 638 mil pessoas morreram por causa da Covid-19 no país e mais de 27 milhões foram infectados. De acordo com a Organização Mundial de Saúde, o Brasil é segundo país com mais mortos em números absolutos em decorrência do vírus, atrás apenas dos Estados Unidos (910 mil óbitos).
A CPI da Covid realizada em 2021 terminou no final de outubro com o pedido de indiciamento do presidente Jair Bolsonaro (PL) por dez crimes, além de seus filhos — o senador Flávio (PL-RJ), o deputado Eduardo (PSL-SP) e o vereador Carlos (Republicanos-RJ) e o outros envolvidos na atuação do governo federal, como o ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello.










![Advogado da Precisa Medicamentos, Túlio Silveira também se negou a prestar o compromisso de dizer verdade.
O advogado disse acreditar ter participado de uma ou duas reuniões técnicas e jurídicas entre a Precisa e o laboratório indiano Bharat Biotech, mas se recusou a dar maiores detalhes. Depois, o relator Renan Calheiros fez uma série de perguntas sobre a negociação com o Ministério da Saúde, mas Silveira não respondeu. O presidente da comissão reagiu ao silêncio: "Nem todo o comportamento de um advogado se enquadra no que a Ordem [OAB] diz. Não podemos achar que todo advogado esteja imune a qualquer coisa, possa fazer qualquer coisa". Foto: Pedro França / Pedro França/Agência Senado](https://ogimg.infoglobo.com.br/in/25160188-ebf-f80/FT1086A/51386462328_8a02c8d14e_z.jpg)


































