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28 maio 2022 12:25 am
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Blog do Ton: Recebido com exoneração de indicado, Bittar revela o que veio fazer no Acre

O Blog do Ton é assinado pelo jornalista Ton Lindoso, editor-chefe do ContilNet, e traz os bastidores da política acreana, comunicação e sociedade

POR TON LINDOSO, DO CONTILNET

Última atualização em 28/04/2022 19:49

Última atualização em 22/04/2022 09:55

Assunto do momento nos principais grupos de discussão sobre política, um possível estresse entre o governador Gladson Cameli e o senador Marcio Bittar deixou uma dúvida pairando: afinal, será que o senador acreano estava no Acre em alguma missão?

O Blog do Ton conversou com o senador na manhã desta sexta-feira (22). Bittar esclareceu uma infinidade de pontos que saíram nos principais sites do Acre. Disse que não lançou Alan Rick ao Governo do Acre, como cogitaram. Apenas deixou claro que, se Alan quisesse, ninguém o impediria. Disse que não existe um rompimento – e que, sobre esse assunto, vai se furtar à discussão por enquanto e deixar a poeira baixar. E revelou o motivo de sua vinda ao Acre.

“Trouxe quase R$ 100 milhões em emendas, distribuídas entre Saúde, Infraestrutura e Desenvolvimento Urbano e Regional. O meu objetivo é ampliar os serviços da Saúde, apoiar projetos que estão precisando de empenho, como um projeto de entrega de várias unidades de casas populares, e deixar minha contribuição”.

Apesar da boa intenção, Bittar foi recebido com a exoneração de Nenê Junqueira, seu indicado à Sepa. A exoneração, não justificada, veio acompanhada do desfalque de Edivan Maciel, que sai da chapa de federal do PL para reassumir a pasta.

Essa questão do PL tem história complexa – talvez, conte um dia aqui. Mas, em resumo, o PL foi para as mãos de Bittar para ajudar Gladson. Perguntei se o desfalque já chegou à Brasília. Não obtive resposta. Se Maomé não foi à montanha, a montanha talvez venha: Flávio Bolsonaro tem agenda marcada no Acre. Esse tipo de notícia não costuma demorar a chegar aos ouvidos do primeiro escalão.

O fato é que o senador Marcio Bittar, denominado pelo meu colega Astério Moreira como o ‘último dos Moicanos’ – e é mesmo; da turma de 2018, é o único que permaneceu – até aqui se mostrou disposto até a largar a cadeira de senador para fazer política e reeleger Gladson. Recebe de alguns assessores do Governo um doloroso fogo amigo. E, ainda assim, não fez, durante demorada ligação, qualquer comentário negativo a Gladson ou sua gestão.

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