Deputado Alan Rick defende cooperativas de mineração do Acre contra especulação de empresas de fora

Deputado Alan Rick defende cooperativas de mineração do Acre contra especulação de empresas de fora
Alan Rick defende cooperativas de mineração do Acre contra especulação de empresas de fora. Foto: cedida

A Região do JuruÔ, em Cruzeiro do Sul, é famosa pelas jazidas de areia e argila. HÔ anos, a abundância destes insumos, fundamentais para a construção civil, tem atraído empresas de fora do Estado, que atestam interesse na exploração de minérios, quando, na verdade, estão de olho nesses outros sedimentos. Desde 2017, uma cooperativa mato-grossense tenta adquirir o direito de exploração na região, inviabilizando a extração por empresas locais.

Nesta terƧa-feira, 10, o Deputado Federal Alan Rick (UniĆ£o-AC) se reuniu com o Diretor da AgĆŖncia Nacional de Mineração (ANM), Guilherme Santana, em BrasĆ­lia, para buscar uma solução para o setor de areias e argilas acreanos. ā€œInfelizmente, o que essa cooperativa do Mato Grosso quer Ć© especular nosso setor produtivo. Eles dizem que querem extrair diamantes, mas a própria Universidade Federal do Acre jĆ” atestou que nĆ£o existem pedras preciosas no Estado. O que eles querem Ć© ter o direito sobre as jazidas para cobrar das empresas e cooperativas locaisā€, explica.

Em 2017, a Cooperativa de Mineração dos Garimpeiros de Ponte e Lacerda, do Mato Grosso, sob o argumento de explorar minérios como diamantes e outras pedras preciosas, requereu licença de exploração no JuruÔ. Graças à atuação dos deputados e senadores da Bancada Federal e da Federação das Indústrias do Estado do Acre (FIEAC), o pedido foi indeferido. Mas, em 2018, seus representantes tornaram a requerer o direito de exploração, desta vez para uma Ôrea ainda maior, e, desde então, toda aquela região estÔ indisponível.

Conforme o empresĆ”rio do setor mineral de Cruzeiro do Sul, Josias Silva, o que a mineradora do Mato Grosso estĆ” fazendo Ć© uma maneira de burlar a legislação. ā€œSe eles fossem requerer uma Ć”rea para explorar areia, seria de atĆ© 50 mil hectares, mas, para exploração de diamantes, sĆ£o atĆ© 10 mil hectares por processo e eles fizeram cerca de 20, inviabilizando todas as Ć”reas que tem areiaā€, protestou.

O Presidente da FIEAC explicou ainda que se tratam de Ć”reas de interesse comercial e social da cidade. ā€œĆ‰ muito difĆ­cil para nossos pequenos empresĆ”rios competirem. Inclusive esses garimpeiros do Mato Grosso ficam ameaƧando cobrar royalties da exploração dessas jazidasā€, lamentou.

O Diretor da ANM informou que a documentação da Cooperativa de Ponte e Lacerda estĆ” sob anĆ”lise e que, se os requerimentos de exploração forem indeferidos, as Ć”reas poderĆ£o ir Ć  leilĆ£o e ainda serem cedidas provisoriamente para exploração a uma cooperativa local. ā€œNĆ£o podemos permitir que nossa legislação, que Ć© arcaica, seja utilizada para especulação , impedindo a produção. Nós vamos buscar uma saĆ­da para resolver esse problema do Acreā€, garantiu.

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