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22 junho 2022 4:18 pm

Namorado que matou acreana no DF usou bloco de concreto e gasolina para cometer o crime

O caso foi registrado como feminicídio qualificado. A pena pode passar de 30 anos de prisão

POR EVERTON DAMASCENO, DO CONTILNET

Última atualização em 23/05/2022 17:12

Foi preso na manhã desta segunda-feira (23), em Brasília, o suspeito de ter matado a pedradas a acreana e pedagoga Marina Paz, de 30 anos, encontrada com corpo carbonizado em um área de mata na última quarta-feira (18).

Trata-se de Walace de Souza Eduardo, namorado da vítima, de 34 anos. Ele procurou a polícia e confessou o crime.

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Marina foi enterrada na manhã deste domingo (22), em Rio Branco, no Cemitério São João Batista. Seu corpo foi transladado para o Acre após uma vakinha que a família fez na internet.

“Eu esperei ela urinar, sai do carro e joguei a pedra nela”, disse o namorado em depoimento. Ao ser questionado sobre quantos golpes foram deferidos nela, respondeu: “Não lembro. Foram mais de três”.

Walace, que trabalha em uma hamburgueria da cidade, disse ainda que usou um bloco de concreto para atingir a vítima e, em seguida, foi até um posto de gasolina comprar o combustível para queimá-la. O corpo de Marina só foi reconhecido por colegas de trabalho por conta das tatuagens.

O delegado Mauro Aguiar informou durante uma coletiva de imprensa que a vítima e o suspeito estavam namorando há pouco tempo. No dia do crime, que ocorreu em 15 de maio, câmeras de segurança registraram os dois abraçados, à noite, em uma rua.

“Segundo amigos, o relacionamento dos dois era marcado por muitas discussões e brigas. Eles foram para um bar, brigaram novamente, e Wallace decidiu matar a namorada. Ele confessou que desferiu as pedradas, arrastou o corpo dela até o cerrado, amarrou as mãos, a região da cabeça e boca com fita adesiva, e deixou o corpo lá”, explicou o delegado.

“Depois, Wallace ainda tentou despistar a autoria do crime, mandando uma mensagem do celular de Marina para uma amiga dela. Mas não adiantou, chegamos até ele”, afirmou o delegado.

O caso foi registrado como feminicídio qualificado. A pena pode passar de 30 anos de prisão. A polícia ainda não soube informar se ele tem defesa constituída.

Com informações do UOL.

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