Pedindo um minuto de silĂȘncio, a advogada Isnailda Silva, que compĂ”e a ComissĂŁo da Mulher Advogada da OAB/AC, abriu seu discurso na sessĂŁo solene na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac) para debater a violĂȘncia contra a mulher.
Emocionada, a advogada se declara como uma sobrevivente da violĂȘncia domĂ©stica.
âEstou emocionada por estar aqui, pois eu vivi na pele a violĂȘncia domĂ©stica e hoje luto para que outras rompam o ciclo da violĂȘncia. Sei o que Ă© ser trancada dentro do quarto e nĂŁo poder sair, roupas rasgadas e cortadas porque nĂŁo Ă© roupa de mulher casada. E sabe o que aconteceu com meu processo? Foi arquivado porque revogaram a lei de perturbação do sossego e isso gera sensação de impunidadeâ.
Isnailda entregou ao parlamento um pacote de leis voltadas para as mulheres e pediu aprovação. Entre os projetos estĂĄ a criação do Fundo Estadual dos Direitos da Mulher e a criação do Dia Estadual de Combate ao Crime de FeminicĂdio, a ser instituĂdo no dia 13 de abril, dia em que a servidora pĂșblica Sara AraĂșjo de Lima, de 38 anos, foi morta a tiros no estacionamento da Fundhacre, em Rio Branco, e seu agressor, o companheiro, cometeu suicĂdio em seguida.
