Irmã de jovem morta por ex-companheiro discursa na Aleac: “Traiu ela com sua melhor amiga e depois a matou”

Por NANY DAMASCENO, DO CONTILNET 08/06/2022 Ă s 11:29

Um dos relatos mais emocionantes da audiĂȘncia pĂșblica promovida nesta quarta-feira (8), promovida por requerimento do deputado estadual Daniel Zen (PR), na Assembleia Legislativa, foi o de AndrĂ©ia Paulochen, irmĂŁ de Adriana, de 23 anos, morta em 9 de julho de 2021.

Adriana é mais uma vítima de feminicídio no Acre. Ela foi assassinada com duas facada e foi estrangulada pelo ex-companheiro, Hitalo Marinho Gouveia, de 33 anos, no bairro Estação Experimental, em Rio Branco.

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“Ele a traiu com a melhor amiga e ainda tirou a vida dela com duas facadas nas costas e a estrangulou atĂ© o Ășltimo suspiro”, detalha AndrĂ©ia, em lĂĄgrimas.

Irmã de jovem morta por ex-companheiro discursa na Aleac: “Traiu ela com sua melhor amiga e depois a matou”

Adriana foi morta pelo ex-companheiro em 2021/Foto: Reprodução

Adriana deixou um filho de seis meses, fruto da relação com Hitalo. A criança hoje é cuidada por Andréia, que diz que o filho sempre foi o sonho da irmã.

“O Ășltimo pedido dela Ă© que eu cuidasse do filho dela, que era o sonho dela ter esse filho. Ele estĂĄ crescendo sem ela”.

Andréia disse que entrou em uma depressão profunda após a morte repentina e violenta de Adriana e citando o próprio exemplo chamou a atenção das autoridades para cuidar das família das vítimas de feminicídio.

“NĂŁo gostaria de estar aqui hoje, Ă© muito doloroso para mim, mas o que estĂĄ acontecendo aqui Ă© um exemplo. Quero pedir que as pessoas olhem tambĂ©m pelas famĂ­lias das vĂ­timas que precisam de ajuda, de psicĂłlogos. Eu tive que ir atrĂĄs de ajuda para lidar, e encontrei o CAV, que me deu muito suporte”, diz.

Ela pediu ainda que a luta para diminuir os Ă­ndices de violĂȘncia contra a mulher seja fortalecida pelas autoridades.

“Peço que a luta continue, pois nessa histĂłria quem perde sĂŁo as mulheres presas numa cova, sem direito a visita, amor da famĂ­lia, do filho. Que lembrem das nossas mulheres que sĂŁo torturadas, mortas. A gente sofre, os filhos sofrem, sentimos a dor que Ă© perder uma pessoa querida”, pontuou.

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