ONGs estĂŁo sobrecarregadas e fazendo o trabalho do municĂ­pio, diz ativista

Por NANY DAMASCENO, DO CONTILNET 05/11/2022 Atualizado: hĂĄ 3 anos

Diante do crescente nĂșmero de denuncias registradas pelas redes sociais a respeito de mau trato animal, o ContilNet entrou em contato direto com membros responsĂĄveis pelas ONGS, e ativistas das causas animais.

À reportagem, a advogada e ativista Vanessa Facundes denunciou uma situação muito alĂ©m do conhecimento pĂșblico, afirmando que o Centro de Zoonoses segue passando a responsabilidade do municĂ­pio para as OrganizaçÔes NĂŁo Governamentais (ONGs).

“As ONGS seguem sobrecarregadas, realizando o trabalho do MunicĂ­pio, uma vez que as leis municipais que preveem o que o Zoonoses tem que fazer, que Ă© recolher, acolher, castrar, abrigar, e identificar os animais em situação de risco, nĂŁo sĂŁo assistidas, e os reais responsĂĄveis nĂŁo fazem nada o que manda a Lei de 2017, que trata de posse e guarda. O Estado e o MunicĂ­pio nĂŁo tratam a questĂŁo como deveria, e sempre que sĂŁo solicitados, informam superlotação e enviam os animais as ONGS’, finalizou Vanessa.

ONGs estĂŁo sobrecarregadas e fazendo o trabalho do municĂ­pio, diz ativista

Vanessa Facundes pe defensora da causa animal/Foto: reprodução

Não é incomum ver compartilhamentos nas redes sociais onde mostram os bonito, mas difícil e oneroso trabalho das ONGs nos resgates de animais em situaçÔes crueis de abandono, maus tratos. Para cuidar deles é necessårio tratamento em clínicas e muitas dessas Ongs, mesmo contando com descontos em clínicas parceiras, vivem no vermelho e com dívidas a pagar.

A reportagem contatou o gerente do departamento de controle de zoonoses de Rio Branco, e conversou com o médico veterinårio Herbert Oliveira.

Questionado a respeito da situação e da atuação do ĂłrgĂŁo diante da crescente onda de denĂșncias e nĂ­tida proliferação de animais de rua, o gerente disse que o centro de zoonoses nĂŁo Ă© responsĂĄvel pelo total controle da situação.

Herbert informou que o papel do centro Ă© realizar a retirada de bichos dos espaços pĂșblicos, e tratĂĄ-los com atendimento mĂ©dico, ressocialização, e alimentação, castrando os animais, e quando possĂ­vel, disponibilizando para doação.

“Realizamos um trabalho contĂ­nuo na retirada dos animais de rua dos espaços pĂșblicos, tratando de todos conforme as necessidades de cada um, que sĂŁo relativas. Existem animais sociĂĄveis, que rapidamente sĂŁo adotados, enquanto outros precisam ser assistidos pelo departamento do bem-estar animal, e encaminhados posteriormente Ă  coordenação da ĂĄrea de doação, departamento assistido pelo mĂ©dico Joel Pereira Dias”, explicou.

Ele acrescenta que as adoçÔes nĂŁo sĂŁo um problema para o ĂłrgĂŁo, pois de acordo com Herbet, os animais que nĂŁo podem ser adotados a curto prazo, sĂŁo devidamente tratados de seus traumas e saĂșde, e depois, disponibilizados para adoção. No entanto, a gerĂȘncia explicou que o processo Ă© acompanhado pelo coordenador Joel Lima, que identifica o perfil dos voluntĂĄrios, e sĂł entĂŁo, libera os bichos para doação.

Disse ainda que, quando a conclusão do processo de reabilitação do animal, que começa no acolhimento, e é finalizado na adoção, demora mais do que o esperado, o centro sofre a superlotação, e por uma óbvia questão de logística, e pensando primeiramente no bem dos bichinhos, o acolhimento é suspenso por tempo determinado, e em seguida a rotatividade é reorganizada,

O centro de zoonoses tem capacidade atual para comportar 69 cĂŁes, e 45 gatos segundo a informação da gerĂȘncia.

Quando questionado sobre possíveis projetos de melhorias direcionados ao bem-estar dos animais, Herbert informou que o Município de Rio Branco jå projeta a construção de um novo espaço, destinado ao acolhimento em maior escala dos animais em situação de risco.

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