Caso Benki: Polícia conclui inquérito e diz que policial não tentou matar líder indígena no Acre

Por Matheus Mello, ContilNet 16/03/2023

No Ășltimo dia 25 de fevereiro, o lĂ­der indĂ­gena Benki PiyĂŁko, do povo Ashaninka, conhecido internacionalmente pela sua luta na defesa dos povos originĂĄrios da AmazĂŽnia, teria acusado o policial civil JosĂ© Francisco Bezerra de Menezes, de ameaça e tentativa de homicĂ­dio, apĂłs o agente ter supostamente invadido sua festa de aniversĂĄrio e sem ser convidado, havia disparado tiros no local, no municĂ­pio de Marechal Thaumaturgo, interior do Acre.

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Porém, a Corregedoria da Polícia Civil do Acre, concluiu o inquérito que investigava o caso e apontou que não houve indícios de ameaça que comprove que o líder indígena teria sido vítima de tentativa de homicídio.

Caso Benki: Polícia conclui inquérito e diz que policial não tentou matar líder indígena no Acre

O Corregedor-Geral da Polícia Civil, Thiago Fernandes Duarte, afirmou em coletiva nesta quinta-feira (16), que o inquérito investigou dois fatos ocorridos na festa, um sobre a suposta ameaça sofrida por Benki e a segunda sobre o disparo de arma de fogo.

Em relação a ameaça, o corregedor declarou que as testemunhas ouvidas no local da festa, não presenciaram nenhuma briga, discussão, ameaça ou qualquer outro tipo de confusão durante todo o aniversårio, e informou que durante o depoimento do líder indígena, Benki disse que se sentiu ameaçado quando o policial esbarrou nele com a arma na cintura.

“PorĂ©m em nenhum momento o policial teria verbalizado alguma ameaça ou começado alguma confusĂŁo no local”, disse Thiago.

Sobre o disparo efetuado pela arma de fogo do policial, o inquérito concluiu que foi feito de forma acidental, sem o policial ter apontado ou ameaçado a vida de alguém.

“No momento em que o policial civil estava indo embora da festa, ele se escorregou no barranco, jĂĄ na beira do rio, ocasiĂŁo em que se desequilibrou, tendo sua arma de fogo caĂ­do de sua cintura, e quando foi pegar, acabou puxando o gatilho e efetuando o disparo, que seguiu em direção ao rio, sem atingir nenhuma pessoa. O local era escuro, e o barranco estava molhado”, explica o inquĂ©rito.

O corregedor-geral da Polícia, disse ainda que as informaçÔes divulgadas pela imprensa de que Benki teria sido vítima de um atentado, teriam partido de uma liderança da Funai em Cruzeiro do Sul.

“O que consta nos autos do inquĂ©rito Ă© que o servidor da Funai que esteve presente na festa, teria mantido contato com um professor antropĂłlogo da Universidade Federal do Acre, e noticiado essa versĂŁo, e o professor teria levado esse fato ao conhecimento da imprensa”, disse o corregedor.

Ao final das investigaçÔes, o inquérito sugeriu pelo arquivamento do processo e foi encaminhado à Comarca de Marechal Thaumaturgo.

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